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"Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

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"Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Dom 01 Fev 2009, 01:49

Episódio 1

“O Receio do Senhor do Sol”
Ao norte da Grécia, na fronteira entre a Tessália e a Macedônia se encontra o Monte Olimpo, morada oficial dos Deuses. No Monte Olimpo há inúmeros palácios divinos, construídos pelo Deus-ferreiro Hefesto, um dos 12 Deuses do local. O lugar é muito belo, sempre iluminado de dia pelo radiante Sol de Apolo, e a noite pela misteriosa Lua de Ártemis, irmã gêmea do mesmo. O local transmite uma paz interior muito forte, fortalecida pelo som da lira de Apolo, do canto das Musas e da dança das Cárites. Tudo é muito belo e calmo. O monte Olimpo é formado por 12 templos dedicados aos 12 deuses maiores e, no topo do monte, há o Palácio Celeste, local de reunião de todos os deuses. Em meio à beleza e a paz caminhava Apolo, Deus do Sol, das Artes e das Profecias, parecendo estar confuso e apreensivo:

“-Como pode um mísero Cavaleiro de Bronze de Atena se impor perante um Deus? Isso é uma afronta sem precedência, um desrespeito aos Corpos Celestes. Atena... a que ponto chegastes, minha irmã. A que ponto levaste os seus seguidores? O que realmente tu queres, minha irmã? O que queres com estes fracos humanos?”.-pensava Apolo.

Caminhando pelos jardins de seu templo chegou a um lance de escadas, ao 1º degrau parou e olhou o caminho que se seguia acima.

“-Será que ele pode me ajudar? Será que ele pode me mostrar a verdade por trás de Atena? Oh! irmão, espero que suas palavras me confortem”- assim ele começou a subir o lance de escadas. Era por volta das 18:00 horas, um vento vindo do sul fazia suas vestes estremecerem, o sol, símbolo de poder, se punha dando à Apolo um marasmo incomodativo.
Ele então chegou ao patamar do lance das escadarias, o vento vindo do sul soprou novamente, o sol agora dava seu lugar no espaço para a lua, símbolo de mistério e amor. Apolo contemplou por um instante o horizonte e pensou ainda:

“-Terra bela és esta, pena que aqueles que nela moram não entendem seu valor... humanos, vocês merecem o castigo divino.”

Continuando seu caminho, Apolo chegou a um jardim de rosas vermelhas, o local dava a impressão de um imenso mar de sangue. Em alguns pontos do jardim havia estátuas de guerreiros como se avisasse ao visitante que ali era um local protegido por força bruta. Ele continuou seu caminho por entre as rosas vermelhas, atravessou o extenso jardim e chegou aos pés de um imenso Templo. Este Templo era de Mármore Branco, igual à maioria dos Templos Maiores do Olimpo. Em alguns pontos dos pilares e paredes do Templo havia inúmeros rubis, dando ao templo um leve tom de vermelho, como se fosse a extensão do Jardim. Apolo olhou para o Templo, suspirou, e entrou. Nas portas do Templo havia gravado o símbolo de duas lanças entrecruzadas. Ao se aproximar um pouco mais da porta, esta se abriu automaticamente. Apolo entrou, assim, no templo. A luz do sol poente junto com os rubis internos do templo dava o parecer de uma névoa de sangue. Apolo deu um pequeno sorriso e seguiu pelo corredor. Caminhou até chegar a um átrio. No meio do átrio se erguia uma fonte que jorrava vinho. A fonte tinha a forma de um homem com uma lança. Apolo contemplou por instantes a fonte, depois fechou os olhos e disse:

-Oh! Grande Irmão. Um dos Senhores Regentes da Terra. Grande Deus da Guerra. Eis que eu, Apolo, clamo por ti, Oh Senhor! Venha até mim, Senhor da Força e da Guerra. Venha até mim, ARES!

Dizendo isso uma luz vermelha intensa apareceu vinda do corredor que seguia-se do outro lado do átrio. A luz foi acompanhada de um som celeste, um som de paz. A luz vermelha foi se dissipando e dela surgiu um homem alto, corpo robusto, cabelos e olhos negros, túnica vermelha com detalhes negros e adornada de ouro. Levava consigo uma Lança dourada com a ponta vermelha como um rubi. Era Ares, o Deus da Guerra.

-Apolo, o que o trazes até minha morada? O que fazes ti a clamar por mim?-disse Ares com sua fala forte e grossa como de um notório guerreiro bárbaro.


-Irmão, vim a seu encontro por busca de conselhos...

-Conselhos, Apolo? Tu, um dos Deuses mais inteligentes e influentes pedindo os meus conselhos?

Apolo abriu os olhos e encarou o olhar frio do Deus da Guerra.

-Ares, devemos reunir os Deuses do Olimpo em um Conselho, no Palácio Celeste.

-Reunir os Deuses? Mas para que propósito?

-Estamos sendo afrontados, Irmão Ares. Estamos sendo afrontados...

Ares começou a caminhar pelo átrio, sem olhar para Apolo.

-Afrontados? Afrontados por quem?

Apolo ficou um tanto receoso em dizer, fechou novamente os olhos e ficou em silêncio, enquanto Ares caminhava em torno dele.

-Diga Apolo, quem está afrontando os Deuses. O que está te preocupando, meu irmão? Diga... Ande Apolo, FALE!

Ares parara de caminhar, olhava, agora, fixo na nuca de Apolo, esperando, um tanto impaciente, que Apolo lhe respondesse. Este por sua vez virou-se e, novamente, abriu seus olhos encarando, assim, Ares. Tomou coragem e disse:

-Afrontados, meu irmão, por ninguém menos que Atena.

Ares fechou os olhos e deu um sorriso sarcástico, Apolo por sua vez ficou surpreso com a reação de Ares. Era como se Ares não estivesse se importando.

-Atena, minha jovem irmã? Por que ela te assusta Apolo? Ela é uma Deusa caída e fraca, não há o que temer... Ela é grotesca, ridícula. Estou desapontado contigo, Apolo, um dos maiores Deuses do Olimpo preocupado com uma qualquer como Atena. Isso é ridículo.

Apolo olhou para Ares encarando-o ainda mais.

-Ares, não subestime Atena. Ela tem um poder misterioso, meu irmão. Nunca havia visto! E não é só isso, há alguns tolos humanos seguidores dela que se impuseram á vontade divina e lutaram contra nós. Ela não está só, meu irmão, há humanos que se sacrificariam por ela.

Ares voltou a caminhar em torno de Apolo, olhava para o chão arrastando consigo a lança.

-Apolo, que risco Atena nos dá? Você não vê? Ela está só! Como pode ela, junto com míseros mortais enfrentar os Deuses do Olimpo? Somos em 8, Apolo, e ainda há Deméter, Héstia e Éolo...sem falar em nosso pai,Zeus, que nos apóia e nos fortalece. Já Atena, como disse, é só, Só com os tolos humanos que ela protege e guia. Tenho pena da minha irmã, pena por ser tão burra a ir contra nós. E ainda se proclama a Deusa da Sabedoria, isto é patético e ridículo.

-Mas Ares, não devemos esquecer que estes “tolos humanos” juntos com Atena já derrotaram grandes Deuses, como Poseidon e Hades, os dois grandes irmãos de nosso pai. Além, também, de Éris e Abél, sem falar dos guerreiros-deuses de Asgard. Creio que Atena e seus Cavaleiros não sejam tão fracos como pensamos. Veja Ártemis, por exemplo, subestimou Atena e foi afrontada por ela e por seus Cavaleiros. Ela, irmão Ares, está confusa. Está calada e triste.

-Ártemis é outra fraca...eu sei porque ela está triste pelos jardins do Olimpo. É por aquele que se dizia seu maior seguidor. Ártemis está cega... Por isso ficas confusa... Mas deixe comigo, irei falar com ela, Apolo. Creio que ela não seja tão tola. Saberá que os Deuses e a Obra Divina são mais importantes.

-Ártemis...não seja rígida com ela, Ares. Embora sejas fraca de sentimentos, jamais seria uma traidora. Este posto de traidora é somente de Atena e “daquela outra”.

Ares ficou calado, um pequeno rubor de fúria transpareceu de sua face. Apolo continuou falando.

-Entre aqueles que seguem Atena, meu irmão, há um em especial que merece todos os castigos divinos...um homem que luta com todas as suas forças por Atena...jamais vi algo assim. - Apolo abaixa o olhar como se refletisse - Ele tem um grande potencial...e não temeu um Deus...Não entendo...

Ares caminhou até Apolo e disse face a face.

– Apolo, escute bem o que irei falar, Atena não pode nos derrotar, somos os maiores deuses da terra. Ela é sozinha com seus humanos. Se ela fosse tão poderosa não teria abandonado a terra e sim enfrentado Ártemis. Mas pelo contrário, uma das primeiras coisas que fez foi entregar tudo à Ártemis. Este é o poder de Atena? Isto para mim é Covardia e Medo. Então, ouça bem Apolo, não há nada que nos impedirá de completarmos as vontades divinas. Nem humanos, nem Cavaleiros e muito menos Atena. Se ela ousa nos enfrentar, então eu mesmo a matarei e, assim, veremos se ela realmente é o que dizem, a Santa Deusa da Justiça. Vamos ver então se o amor que ela prega a salvará.

Ares encarou Apolo, virou o rosto e caminhou para um corredor à esquerda.

– Espero que estejas certo, meu irmão, espero mesmo que consigamos fazer a vontade de Zeus. Farei o máximo para que isto aconteça, Ares, farei o máximo para que aqueles vermes dos Cavaleiros paguem pelo o que fizeram... A humanidade caminha para o fim, o Apocalipse está perto... Ou Atena se junta a nós, ou morrerá com eles... Adeus Ares e obrigado...

Apolo caminhou para a saída enquanto Ares entrava no corredor que dava aceso aos seus aposentos, consigo Ares pensava...:

“-Traição...Como Apolo pode temer aquela deusa? Atena é patética...não há como nos afrontar. Pobre Atena, veremos se no fim você continuará fiel aos seus humanos...veremos se seus humanos valem mais que seus sentimentos ...”

Ele sorriu, feliz consigo mesmo, e continuou caminhando rumo aos seus aposentos. “Ninguém pode derrotar os Deuses do Olimpo, Ninguém!”


Continua no próximo episódio...
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Dom 01 Fev 2009, 01:51

___NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE CAVALEIROS DO ZODÍACO-OLIMPO, A SAGA DOS CÉUS___

"Cansaço, dor, sofrimento e mistérios... O que esconde a Deusa?"

Episódio 2:

"O Olhar da Deusa"

E você, já sentiu o cosmo? ^^
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Episódio 2

Mensagem por Lorde Ruan em Qua 11 Fev 2009, 14:16

“O Olhar da Deusa”

O alvorecer daquela manhã eras belo, os pássaros cantavam e voavam por entre as árvores com orvalho. O céu limpo indicava que o dia seria bom e alegre. Talvez este tenha sido o mais belo nascer do dia depois das “Eras de Guerra”, segundo Atena. Hyoga , o Cavaleiro de Cisne, despertava sonolento, o cansaço indicado em sua face. Ele se levantou e ficou sentado na cama. Olhou para a esquerda e viu as altas janelas abertas, a brisa do amanhecer fazendo as límpidas cortinas de seda esvoaçarem pelo quarto. Hyoga levou a mão à faixa que cobria seu olho esquerdo, ao tocar no ferimento lembrou-se das lutas que travou.

” Quantas lutas já passei... enfrentei inimigos... enfrentei amigos... perdi muitos entes queridos... quando isso vai acabar? Por que tudo isso aconteceu? É como um ciclo vicioso que não tem fim... quando chegará o término?”

Ele fechou os olhos como se isso amenizasse sua dor, se levantou, caminhou até o banheiro, despiu-se e tomou um banho quente de banheira. Consigo pensava

”Será ainda que tenho forças para lutar? Será que continuarei a proteger Atena e meus amigos? Bem... creio que isso somente o tempo poderá responder... Oh! Atena, como amo-te... mas... estou cansado... estou...”

E ali mesmo adormecera novamente, em seu pequeno cochilo lembraras-se de Hades, lembrara nos Cavaleiros de Ouro que se sacrificaram... Lembraras de sua mãe... Lembraras... De Camus... E uma lágrima preencheu o tão sofrido rosto de Hyoga.

No aposento ao lado Shun contemplava os jardins que se estendiam abaixo de sua janela, o sol refulgia seus vastos cabelos verdes e mostrava a sua face abatida. Em suas mãos segurava o colar em forma de um pentagrama. Que lembranças tristes traziam aquele colar... Admirando a paisagem sob seus olhos lembrou-se de Pandora... De Ikki e de Hades. Como ele, uma pessoa tão boa que se recusa ao máximo a ferir alguém poderia ser a morada de um Deus tão maligno? Era isso que fazia com que Shun pensasse e pensasse... Será que não há pessoas totalmente puras? Será que o mal mora em todos? Ele se virou e começou a andar pelo quarto...


“Por que será que Atena quer que todos os Cavaleiros sobreviventes dela se reúnam? Eu sei que as coisas estão sinistras, sei ainda que há um novo inimigo a frente, talvez mais poderoso que qualquer outro que enfrentamos. Onde está o Seiya em uma hora como esta? Depois que Atena retornou da luta contra o Deus Apolo ela não disse mais nada, não disse sobre Seiya e o desfecho da batalha. O que aconteceu? Por que tantos mistérios?”


Ele, impaciente, foi em direção a porta, abriu-a e precipitou-se para fora. Andou pelo corredor que se seguia a frente por entre a mansão. Desceu as escadarias principais e foi para o jardim. A esquerda do jardim se erguia uma enorme cerejeira, com suas flores lilás cobrindo o belo gramado verde. Embaixo da vistosa árvore havia uma mesa de vidro com doces, pães, tortas e etc. Sentada junto a mesa estava Atena, sua face suave e bela, seus cabelos pairando ao ar pela brisa. Junto consigo estava Tatsumi Tokumaru, usava um macacão verde e tomava café com sua amada patroa. Shun se aproximou, Atena baixou a xícara onde tomava café e olhou penetrante para o Cavaleiro de Andrômeda.

-Bom dia Shun, dormiras bem?

- Bom dia Saori, sim. Tatsumi...?

-Olá Shun – disse Tatsumi um tanto receoso, se levantou, fez uma pequena reverência para Atena – Minha Senhorita, irei resolver algumas pendências, com vossa licença... – fez novamente uma reverência para Atena, uma para Shun e saiu rumo a mansão.

Atena sorriu para Tatsumi enquanto ele rumava à casa, se virou para Shun com aquele sorriso cativante.

-Sente-se Shun, tome café comigo.

-Obrigado, Saori – disse Shun enquanto sentava-se e servia-se.

-Por que esta hesitação em seu rosto, Shun?

Shun olhou atônito para Atena.

-Como assim, não entendo?

-O que está te preocupando, Shun? Eu sei que você está incerto, percebo em sua face. Não preciso ser uma deusa para reparar – sorriu Atena.

-Bem... Estou pensando em tudo que já ocorreu... Tantas lutas, batalhas... Sofrimentos... Qual o propósito disso tudo? É essa a chamada Vontade Divina? Fazer os outros sofrerem, matar inocentes? Às vezes pergunto-me, qual o sentido de ser um Deus? Todos padecem perante eles. Sacrificam-se... Por que tudo isso?


Atena olhou profundamente nos olhos de Shun e sorriu. O sorriso de Atena era como o sorriso de aconchego de mãe. Nele Shun se reconfortava.

-Sabe Shun, a Vontade Divina é algo misterioso e que mortais jamais entenderão... Isso vai além do seu tempo, é algo remoto que vêm desde a época da Criação... Mas espere... Tu não entendes agora, mas, logo entenderá o que se há de entender... – sorriu novamente.

Shun ficou perplexo e sem dúvida não compreendia nada. Atena fora vaga com ele, contornara a assunto principal. Por que continuava tão misteriosa?

-Shun, com vossa licença retiro-me. Devo... – ficou um tanto incerta ao dizer – resolver... Resolver... Assuntos que devem ser resolvidos... – sorriu mais uma vez e retirou-se. Enquanto caminhava rumo ao lado direito do jardim, Shun pensava em tantas coisas que passaram por ela, lembrou-se quando enfrentaram os Cavaleiros de Ouro para salva-la da flecha que tirava sua vida. Recordou-se quando foram para o norte, nas planícies gélidas de Asgard, enfrentarem os Guerreiros-Deuses enquanto Atena usava seu cosmo para proteger a Terra. Viu-se mais uma vez enfrentado os Generais Marinas de Poseidon e o poder tão grande do Deus dos Mares ao passo que a Deusa da Justiça recebia parte de toda a chuva que varria a Terra. Trouxe à memória as tão sangrentas batalhas contra os Espectros de Hades, contra os Deuses do Sono e da Morte e contra o próprio Senhor do Submundo e a valentia de Atena por se sacrificar e lutar contra Hades. Atena era diferente dos outros Deuses, ela lutava a favor dos homens e mulheres da Terra, ela era justa e jamais se sucumbiu a nenhum Deus ou inimigo. Ela encorajava-os e se sacrificava para protegê-los. Atena os amava e queria o bem de todos. Talvez ele não entendesse a Vontade Divina, mas sem dúvida compreendia o amor que Atena tinha por todos. Shun sorriu e isso fez com que seu ânimo melhorasse, olhou para cima e viu as flores de cerejeiras caírem por sobre a mesa, olhando-as pensou em Seiya, onde estaria neste momento o Cavaleiro de Bronze mais corajoso?

Shiryu se encontrava a um canto do seu aposento meditando, a tensão, as batalhas cansaram seu corpo mortal e ele descansava para repor as energias gastas. Meditando pensava em Shunrei que, a uma hora dessas, estaria nos 5 Picos de Rozan orando por ele. Como amava Shunrei, porém não podia ficar com ela, pois isso implicaria em um maior sofrimento para a bela donzela. Talvez jamais serás feliz com sua amada, porque o tempo e ocasiões do destino forçara-os a se afastarem e, por amor, é que ele fazia para que isso se concretizasse. Queria vê-la feliz, não se importando que sejas com ele, somente que viva alegre e tranquilamente.

Esse era mais um dos motivos que lhe davam forças para lutar e suportar as encruzilhadas que apareciam em frente.

“Atena, o que queres nos reunindo aqui? Por que nos impede de lutar e encontrar o Seiya? Lembro-me que o tão nobre Cavaleiro de Ouro, Shura de Capricórnio, me incumbiu de protegê-la com a sagrada espada Excalibur, porém, ficando aqui somente esperamos os infortúnios que nos seguirão. Por que Seiya não está aqui? Isso é tedioso, quero lutar para proteger aqueles que amo... Como fez meu Mestre, Dohko.”


Ele continuou meditando, esperando as ordens de Atena. Shiryu respeitava muito as ordens de Saori, pois sem dúvida, dentre os Cavaleiros, ele era o mais devoto da Santa Deusa.


Saori Kido caminhou pelo lado direito do jardim, deixando a cerejeira para trás, virando ao lado da mansão chegou a um pequeno lago, onde, no meio, havia uma fonte em forma de um anjo. A direita do lado havia algumas árvores, ela se dirigiu em sua direção, a brisa continuava mostrando seu frescor de um belo dia. Ao passar pelas árvores ouviu uma voz, seguido de um vulto.

-Atena, você realmente confia nele?

Atena baixou os olhos e sorriu, se virou e encarou o rosto do Cavaleiro de Fênix.

-Enfim alguém percebeu sua presença. Não esperava menos de você, Ikki.

O Cavaleiro de Fênix encarou a Deusa e viu seus olhos reconfortantes, descruzou os braços e continuou.

-Eu sabia que ele ainda estava vivo, mesmo na luta contra Hades eu percebi seu pequeno cosmo. Agora pergunto, será que vós foste prudente em mandar Seiya para buscá-lo?

-Em Seiya eu confio minha alma. Sei que o Pégasos ajudará para que ele venha a meu encontro. Eu sinto que ele se arrependeu e, além do mais, ele guarda algo que me pertence.

-Mas com vosso poder místico sem dúvida pode convocá-las.

-Isso seria muito fácil, Ikki. Isto servirá de teste para ele. Mas eu confio plenamente em sua conversão. E mesmo que eu quisesse convocá-las eu... - Parou de falar, refletindo consigo mesmo. Ikki não escutou as últimas palavras de Atena.

-Espero que estejas certa, minha Deusa.

-Sei que estou e lembre-se, os Cavaleiros de Ouro me apóiam em minhas decisões, eles intercedem por mim de onde estiverem.

-Creio que sabes que desta vez será diferente, não é mesmo? O inimigo é muito forte.

-Eu sei, Ikki. Foi por isso que os trouxe para cá. Aqui eles não podem encontrá-los.

Ikki ficou espantado com essa confissão.

-Como assim não podem nos encontrar?

-Minha alma foi dividida, parte dela está presente nesta mansão. Foi o único meio que vi para protegê-los até o momento certo.

Ikki estava perplexo com o que Atena falava.

-COMO?! NÃO ENTENDO!!!

-Logo tudo será explicado. Espere Ikki. Por ora digo, o Santuário não é seguro, por isso reuni-os aqui. Agora devo-me ir, tenho que encontrar um certo alguém. Peço que não me acompanhe Ikki.

Atena continuou seu caminho deixando um Ikki abalado.

-Sa... Sa... o... ri... – grunhiu assustado o Cavaleiro de Fênix.

O sol iluminava o caminho da Deusa, foi neste momento que Ikki percebeu que o amor de Atena ia além do que imaginava, ela os amava de corpo e alma. A Santa Deusa da Justiça!

Repousado em seus aposentos ao norte da Grécia, no Monte Olimpo, se encontrava Ares, Deus da Guerra. Estava deitado em várias almofadas douradas e era servido de uva e vinho pelas Cárites. Seus olhos negros em um total marasmo. Eis então que alguém bate na porta e entra.

-Com vossa licença, Deus Ares.

Era um homem de cabelos loiros, olhos castanhos e a face lívida.

-Os Guerreiros-Bárbaros já estão prontos, só esperam o vosso comando.

Ares olhou profundamente no olhos do homem e perguntou.

-Agron, o que você teme?

O homem por nome Agron levou um susto e desviou do olhar de Ares.

-Te... Temo... Meu Senhor? Não... Não temo nada.

Ares continuou a olhar frio para Agron, ao seu lado esquerdo sua lança dourada se levantou e foi em direção ao pescoço de Agron e parou antes que pudesse perfurá-lo totalmente, uma linha de sangue começou a escorrer do pequeno corte que a lança produzira.

-Pergunto-te novamente, Agron. O que teme?

Agron estava totalmente espantado, o medo estampado em seu rosto pálido. Algumas Cárites levaram a mão a boca com o tamanho susto que levaram da atitude de Ares.

-Te... Te... Temo... O... O... Senhor... Meu Deus.

Ares sorriu, isto fez com que a lança se erguesse e voltasse ao seu local original. Agron suava frio.

-Humanos são tão... Covardes e fracos. Escute Agron, fale para os Guerreiros-Bárbaros continuarem a descansar. Quero que você mande ao Santuário de Atena os súditos de Hermes, creio que o poder deles já seja suficientes para matarem aqueles que se dizem “Cavaleiros da Esperança”. Diga-os para trazerem Atena viva, pois eu mesmo quero matá-la.

-Mas Senhor, e se Hermes se recusar a...

-Quem é você para interpelar uma ordem minha, você é um verme e deve fazer o que eu mando, ou você prefere me enfrentar? – nisso a lança se ergueu, novamente, ameaçadoramente.

-Não, meu Senhor, peço vosso perdão... Eu só... Eu só queria...

-Cale-se e faça o que mando, ande logo! E vocês – virou-se para as Cárites – Desejo mais vinho.- Elas obedeceram rapidamente a ordem do amo.

Agron fez uma pequena reverência e saiu assustado do aposento.

“-Quero ver se Hermes se recusará, ele que não seja tolo! É Atena, prepare-se pois, a partir de agora está iniciada a Última Guerra Santa, a Guerra dos Céus! O mundo entrará em estado apocalíptico, é o fim, raça imunda!”

Nisso Ares gargalhou e as Cárites o acompanharam sem entender. Pelo visto a Guerra se iniciara, o destino de todos estava incerto, somente o tempo poderá responder sobre o fim de tudo. Preparem-se, Cavaleiros da Esperança!

CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO...
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Qua 11 Fev 2009, 14:18

___NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE CAVALEIROS DO ZODÍACO-OLIMPO, A SAGA DOS CÉUS___

"Lutas, desafios e um destino incerto... Será que ela pode interceder por nós?"

Episódio 3:

"As Ruínas de Sangue"

E você, já sentiu o cosmo? ^^

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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Isaak em Qui 12 Fev 2009, 14:58

Nossa, gostei bastante de sua iniciativa, Ruan! Essa Fan-fic promete, muito bem escrita, vocábulario bom, resumindo: Demais!

Aguardo pelo terceiro capítulo, vamos ver o que vai ocorrer!

Falou!
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sab 14 Fev 2009, 21:17

Comecei a leitura agora... ainda tô no primeiro capítulo, tô gostando do seu trabalho, realmente promete ser um excelente fic!!! Parabéns cara, vou acompanhar!
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Ter 03 Mar 2009, 23:17

Isaak....e Jaum...

muito obrigado pelo apoio...

eu posto o 3º episodio logo.....

se der,,...essa semana ainda....


flowes!!

Muito obrigado.......
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Dom 08 Mar 2009, 16:27

Episódio 3

“As Ruínas de Sangue”

O sol resplandecia seu calor pelas ruínas do Santuário de Atena, quantas batalhas aquele Santuário já presenciara, quantas tristezas, mortes, sofrimentos... Talvez para muitos o Santuário de Atena fosse um sinônimo de agouro, algum presságio maligno que cercava o local, pois, houve muitos poucos tempos de paz no recinto. O sangue, as lágrimas, a amargura estavam encravados nas colunas e pilastras dos templos que enchiam a região. Atualmente o Santuário estava destroçado, não demonstrava sua mocidade e beleza de outrora, tudo eram ruínas, provas de um poder destrutivo que esmagara o ambiente. Das glórias do passado só restaram alguns Cavaleiros que protegiam as memórias e a cultura que aquelas ruínas demonstravam.

-Shina, as coisas estão um tanto… Sinistras, não acha? – Perguntou Ichi de Hidra, um dos Cavaleiros de Bronze.

-Concordo com você Ichi, depois que o Seiya e os outros lutaram contra Hades e derrotaram-no, as coisas continuaram misteriosas e tensas. Não precisa ser um Cavaleiro ou uma Amazona para perceber, veja Atena, por exemplo, ela está calada e não demonstra tanto a sua alegria, ela está preocupada. Percebi isso depois que ela se encontrou com o Deus Apolo, talvez ela esteja assim por causa do Seiya. Só uma coisa me incomoda, por que a Saori esconde o desfecho da batalha que travara com a Deusa Ártemis e o Deus Apolo? Creio que esta Guerra Santa somente começou, não acredito que tudo tenha se findado em Hades. – Disse Shina de Cobra.

-Shina, acho melhor nós… Han?? – Parou, assustado, Ichi de falar.

Shina também parecia apreensiva.

-Que cosmos são esses, carregam consigo um poder misterioso. Nunca vi algo assim. Ichi, acho melhor se preparar, está na hora de entrarmos em ação para proteger o Santuário.


-Está certo Shina, vamos!

Shina e Ichi entraram em posição de ataque, esperando o inimigo desconhecido.

-Apareça! Quem está ai? – Disse Ichi, sob as escadarias das ruínas da Casa de Áries.

O sol estava forte e preenchia o meio do céu, indicando que metade do dia já se passara. A tensão invadia o local, o silêncio era absoluto e os cosmos desconhecidos aumentavam. Ichi estava um tanto amedrontado, Shina, por sua vez, demonstrava uma calmaria inabalável. A brisa vinda do sul aumentava a atenção dos dois, eles não piscavam e esperavam. Ichi olhava para além da imensa cratera que preenchia a entrada do Santuário, seus olhos ardiam pelo grande iluminar que irradiava do sol do meio dia. Então, eis que quatro seres apareceram além da cratera. Seus rostos eram desconhecidos e andavam como se flutuassem por entre o solo. Irradiavam uma tênue luz azul, vestiam imensas capas azuladas com tons avermelhados e dourados. Os seres pararam diante da imensa cratera, Shina e Ichi, do outro lado, olhavam para eles curiosos. Ichi ainda amedrontado pelo poder que incidia sobre ele. Os seres contornaram a cratera, dois de cada lado, e pararam no lance de escadas que davam acesso à Casa de Áries. Do alto do lance de escadas Shina observou que três eram homens e uma era mulher. Os quatro começaram a subir as escadarias, deslizando sobre elas. Ichi olhava de Shina para os seres, o suor e o medo estampados na cara. Shina mantinha seu olhar fixo neles, sem se mexer. Quando eles estavam na metade do caminho até a Casa, Shina disse a Ichi:

-Ichi, prepara-se, não devemos deixá-los passar. Se por algum motivo eles insistirem e demonstrarem um poder superior ao nosso, você deverá correr Santuário acima e avisar à Mestra para fugir.

-Fugir? Mas como? O único acesso a Sala do Mestre é pelas escadarias.

-Ichi, já lhe disse... Faça o que eu peço...

Ela baixou o olhar como se concentrasse energias, Ichi continuava a suar. Os quatro pararam ao fim da escadaria e olhavam fixamente para Shina de Cobra. Esta por sua vez deu alguns passos e perguntou, com seus olhos semicerrados:

-Quem sois vós? O que querem no Santuário da Santa Deusa Atena?

-Santa Deusa... Oh... Que amável... – Deisse a mulher, em um tom irônico. Sua voz era suave e calma. Ela tirou o capuz e revelou uma mulher de cabelos castanhos ondulados, branca, olhos cor de mel, o rosto perfeito. Shina sentiu, vindo da mulher, um aroma delicioso.

-Prazer em conhecê-la, Amazona. Sou Sophia de Hermas, uma Mensageira dos Céus.

Sophia sorriu, sua capa começou a brilhar e desaparecer como um pó dourado. Ao desaparecer a capa revelara-se em Sophia uma bela armadura, feita de um material azulado e vários babados de seda, da cintura para baixo era só seda como um vestido rodado. A veste também irradiava uma luz azul e, em vários pontos da roupa havia asas e flores. Quando Shina observou bem, a armadura da Mensageira de Hermas era em forma de uma bela flor. Sophia sorriu para Shina, Ichi por sua vez demonstrava estar perplexo. Os três homens continuaram calados.

-Mensageira dos Céus? – Perguntou Shina, um tanto intrigada. Sophia deu um leve sorriso e disse com desdém.

-Mensageiros dos Céus é o título que recebem aqueles que servem com exatidão o tão Sábio e Glorioso Deus Hermes. – Shina pareceu preocupada com a revelação de Sophia, Ichi por sua vez suava, cada vez mais, frio.

-Somos ao todo Quatro Mensageiros, Érion de Siringe, – E o homem da esquerda tirou sua capa que se transformou em pó, revelando um jovem de cabelos loiros repicados, olhos verdes e uma áurea serena. – Ariéti de Balança – Continuou Sophia e, desta vez, o homem encapuzado da direita retirou seu capuz, desvelando, assim, um moço moreno, cabelos negros, olhos castanhos escuros, alto, com um olhar severo.- Farnon de Estige – E assim o homem ao lado de Érion tirou sua capa, descobrindo-se um juvenil rapaz de pele parda, cabelos negros e lisos, escorrendo por sua face, olhos cor de mel, baixo, um olhar afável. – E eu, Sophia de Hermas.- Terminou Sophia, com seu sorriso irônico.

-O que Quatro Mensageiros de Hermes fazem no Santuário de Atena? – Perguntou Shina, porém por dentro já esperava a resposta.

Sophia continuou com seu sorriso, e respondeu.

-Viemos levar Atena para o Julgamento Celestial. Ela e seus Cavaleiros já cometeram muitos pecados contra os Deuses, está na hora de responderem por seus atos diante da Corte dos Céus.

-Levar Atena... E você acha que Quatro Mensageiros serão capazes de levar Atena? Kkkkkkkk... Você parece ser um tanto tola, Sophia. Os Cavaleiros e a própria Deusa já venceram muitos desafios, e não serão Quatro Mensageiros que irão vencê-los. Será que vocês não estão subestimando os protetores da Santa Deusa?

-Hum... Tola, eu? Pobre Amazona... Irei mostrar a você o poder da “tola”! – Sorriu ainda mais Sophia.

Ichi tremia. Shina entrou em posição de ataque mais uma vez, Sophia por sua vez se virou e encarou os três homens.

-Vocês, vão e sigam caminho por entre as escadarias e encontrem Atena. Deixe que da Amazona cuido eu, logo nos veremos novamente.

-Certeza que não precisará de ajuda, Sophia? – Disse Érion, sua voz era calma.

-Ajuda? Ham... Vai ser fácil, Érion... Não precisarei... Alcanço-os logo... E lembrem-se, façam tudo o que puderem para pegá-la... Matem, se precisar, aqueles que os impedirem... Boa sorte, Nobres amigos... – E sorriu.

Os três, então, começaram a correr em direção a Casa de Áries, passaram por Shina que nem ao menos olhou para eles, Ichi por sua vez ficou paralisado, sem reação alguma. Ele percebeu que os três não usavam armaduras, somente uma túnica os cobria.

-Bem, vamos começar, Amazona – Virou-se Sophia para Shina e sorriu.

-Está certo… – Shina se virou para Ichi – Ichi, o que fazes parado ai? Por que não os deteve?

-Shina… Eu… Eu não sei… – E começou a chorar - Tenho medo... Não sei se estou preparado...

-O que, Ichi? Não sabe se está preparado? Está com medo? Você é um Cavaleiro, Ichi, deve dar sua vida por Atena! Seiya... Shiryu... Hyoga... Shun... Ikki... Os Cavaleiros de Ouro... TODOS lutaram por Atena e muitos deles morreram! E você fica ai, com medo? Que Cavaleiro é você Ichi! Você mesmo disse que queria ser igual ao Seiya, ser forte! AGORA ESSA É A SUA CHANCE! SUA CHANCE DE SE PROVAR! SUA CHANCE DE LUTAR E QUEM SABE ATÉ MESMO SUPERAR O SEIYA E OS OUTROS!

-Shina… Eu… Eu… – Disse admirado. Depois baixou os olhos, as lágrimas pingando no solo quente. – Você tem razão Shina… Essa é a minha chance… SIM! – Levantou os olhos sorrindo, a alegria e a coragem irradiando de seu espírito. – ESSA É A MINHA CHANCE! POR ATENA! PELA PAZ! PELA ESPERANÇA! – Gritou Ichi que saiu correndo em direção a Casa de Áries, os Mensageiros já haviam desaparecido dentro das ruínas do Templo. Shina ficou observando o Cavaleiro de Bronze correr,o que o destino preparava para ele? A esperança, a força, a coragem iluminavam o caminho de Ichi, nunca ela o viu assim. A Amazona, então, se virou para Sophia que a aguardava.

-Vamos, Sophia de Hermas… Prepare-se para sentir o poder da Amazona de Prata de Cobra!

-Veremos então... Shina! TEMPESTADE DE PÉTALAS!

E então começou uma ventania em direção a Shina e, junto com o vento, várias pétalas brancas preencheram o lugar fazendo com que a Amazona ficasse paralisada. As pétalas que atingiram Shina era como navalhas que cortavam o seu corpo, ela sentiu uma forte dor e o sangue começou a jorrar de várias partes do seu corpo, por um breve momento Shina se lembrou das Agulhas Escarlates do Cavaleiro de Ouro Miro de Escorpião. Quando o vento cessou, a Amazona de Prata caiu por terra, o sangue manchando toda sua veste. Do céu começaram a cair, levemente, pétalas brancas, fazendo com que toda região da batalha fosse coberta de flores. No local onde Shina caíra começara a se formar uma poça de sangue. Sophia observava tudo com um leve rubor de alegria.

-Ora, ora, ora... Já se rendeu, Shina de Cobra? É esse o seu poder de Amazona? Tsk, tsk, tsk... Vejo que Atena está perdida com os protetores que possui...

-Você… Você acha mesmo que me derrotou Sophia? Crê mesmo que com somente algumas pétalas pode derrotar uma Amazona? – Disse Shina, enquanto se levantava. – Nossa batalha está apenas começando...VENHA COBRA!

Apareceu as suas costas, iluminando a áurea de Shina, uma imensa serpente, Sophia, ao ver a serpente, ficou paralisada, Shina correu para atacá-la e a acertou no estômago, fazendo com que Sophia fosse arremessada a uns quatro metros de distância. A Mensageira ia entrar em contato com o chão quando parou no ar, flutuando. Ela ficou ereta, pairando sobre a terra, uma alegria um tanto macabra preenchendo sua face.

-É só isso, Amazona? Pensei que seria um pouco mais forte...

-Você quer força então? Sinta o poder das minhas garras! GARRAS DE TROVÃO!

Shina atacou a vacilante Sophia que pairava no ar, essa por sua vez deslizou e desviou do ataque da Amazona, ficando, assim, atrás dela. Sophia ergueu o braço direito, do seu dedo indicador saiu uma espécie de espinho negro, e disse:

-VENENO DO IMORTAL!– Ela acertou o espinho nas costas de Shina, fazendo com que a Amazona caísse no chão novamente, aterrissando nas escadarias. Sophia continuava flutuando, achando graça naquilo tudo. Shina se levantou, tremia um pouco, se virou para Sophia que a encarava. Deu dois passos e caiu novamente, uma dor muito grande invadia todo o seu corpo, originária do ponto onde o espinho acertara-a. Ela tentou se levantar novamente, mas não conseguia, a dor a impedia de se mexer... Ela então se deitou no chão... Tentava olhar para Sophia, que se aproximou dela deslizando.

-Você, Amazona, foi atingida pelo o meu Veneno Mortal... Somente um ser Imortal pode resistir a ele, caso ao contrário, uma dor muito grande invade o corpo do oponente... E pouco a pouco ele perde as forças... E o veneno vai destruindo suas células até fazer o coração parar de bater... É o fim... Amazona de Prata...kkkkk...

“-Oh… Não posso perder assim… Tenho que proteger o Santuário… Prometi à Deusa Atena… Seiya… Não posso me dar por vencida… Não agora… Oh Atena… Ajude-me nesse momento… Ajude-me Santa Deusa da Justiça… Han? Que cosmo é esse? Posso senti-lo… Vindo além das Casas do Zodíaco... Vindo da Sala do Mestre... Será que, Han?! Não pode ser... Será que ela pode... Interceder por mim?”

Ichi corria para além da Casa de Áries, um pouco a frente ele avistava os três homens com suas túnicas. Ele tinha coragem, tinha uma sede de se provar... Essa era à hora... A hora de finalmente se doar em prol da Deusa. Um dos homens parou, aos pés da escadaria que dava acesso a Casa de Touro. Os outros dois continuavam, sem olharem para trás. Ichi correu e parou a uns dez metros de distância. O Cavaleiro de Bronze viu que era o Mensageiro Ariéti de Balança, o homem moreno com olhar severo. Era essa a hora, o momento de provar seus poderes, o momento de lutar pela Deusa... Ichi sorriu e se lembrou do Seiya e dos demais, quantas lutas passaram por Saori? Quantas batalhas, sofrimentos... E agora era a vez dele lutar para proteger a Saori, a vez de ele provar o seu valor... A Esperança e a Coragem irradiavam de sua alma, Ichi começava, assim, a entrar em um destino incerto.


Jabu de Unicórnio se encontrava na Casa de Escorpião, observando o Santuário que se estendia abaixo. Estava preocupado, sentia que a batalha já se iniciara.

-“Shina... Reaja... Estamos com você... Força! O cosmo da Shina está diminuindo muito... se continuar nesse ritmo... Ela... Ela... Morrerá!”

A apreensão aumentou em Jabu, que olhou para o céu, cegando-se, temporariamente, pela tão forte luz solar.


A muitos quilômetros do Santuário, em um lugar desconhecido, numa charneca, na encosta de uma montanha, se encontrava Seiya de Pégasos, um dos Cavaleiros de Bronze. Estava cansado da imensa procura que fazia.

“-Como ele consegue suprimir seu cosmo dessa maneira a ponto de não localizá-lo? Ele é um grande guerreiro mesmo, espero que Atena esteja certa a respeito dele” – Pensou Pégasos.

Continuando o caminho, pegou uma trilha que se seguia, tortuosa, pela montanha. O sol, ofuscado pelas nuvens, não diminuía seu calor pela terra. Seiya caminhava rápido, sabia que não tinha muito tempo para encontrá-lo. E, além da caminhada difícil, havia ainda a pesada urna com sua armadura que ele era obrigado a carregar nas costas.

“-Seiya... Eu sei que você consegue... Conto contigo para tudo... Seiya...”.

CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO...
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Dom 08 Mar 2009, 16:29

___NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE CAVALEIROS DO ZODÍACO-OLIMPO, A SAGA DOS CÉUS___

"Receio, medo, tortura... Quem sois vós?"

Episódio 4:

"Os Mensageiros dos Céus"

E você, já sentiu o cosmo? ^^
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Dom 08 Mar 2009, 16:30

Gostaria de pedir q postassem algum comentario....para ver se tem alguem lendo...^^

muito obrigado...

ponha sua opiniao, critica, sugestão.....^^

valews!
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Lorde Ruan em Seg 16 Mar 2009, 00:04

... ha alguem lendo minha fic??

obrigado..... Crying or Very sad
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Naniké em Sab 12 Set 2009, 00:57

Sim, eu estou lendo, por favor não pare de escrever, a história tem um ritmo muito interessante!!!
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Kamus em Sab 12 Set 2009, 12:01

eu tbm ava acompanhandooo não pare de postaaaa^^



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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

Mensagem por Naniké em Qui 10 Dez 2009, 10:21

Quando é próximo post???
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Re: "Os Cavaleiros do Zodíaco, Olimpo - A Saga dos Céus"

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