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[Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

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[Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Ter 27 Jan 2009, 21:40

Salve guerreiros da Deusa!!!

Pra comparecer, tbm vou republicar a fic aqui e incluir os capítulos inéditos... É isso!!!

________________________

Amigos essa é a minha versão de como seria a batalha contra os Deuses do Olimpo, após Hades!

A história se passa dois anos após Hades, será dividida em três fases: Caucáso, Santuário e Olimpo. Os cinco cavaleiros de bronze vestem uma armadura divina, porém evoluída das v3 e não propriamente as Kamuis que aparecem no anime, os dourados estão mortos.

Bem é isso, espero gostem e aguardo as sugestões de todos! Essa saga chama-se Sagrado!




Sagrado


Prólogo: As mãos que ferem os deuses


-Os homens são servos do destino que lhes traçaram os deuses.

-Um homem jamais deveria ousar tocar em um deus.

[Flash: “Pegasus Ryusei-ken” – Seiya desferindo um golpe contra Hades].

-Homem algum deveria ser capaz de ferir um deus... mas esses vermes se aventuraram ir longe demais!

-Sobreviveram à intervenção no Santuário de Athena, derrotaram Poseidon, infiltraram-se no Inferno, invadiram os Campos Elíseos venceram Hypnos e Thanatos, fazendo ruir as pretensões de Hades.

-Inadmissível!

-A sina humana é servir e temer. Passar pela Terra seguindo o ritmo da vontade dos deuses, nada mais.

-Na Era mitológica as montanhas da Grécia eram o trono dos Titãs, eu os destronei e no mais alto monte erigi meu reino. Athena e Poseidon se opuseram a minha vontade e permaneceram na Terra e no Mar, mas são chegados os tempos, eu sou o despertar da nova Era dos Deuses.

-Eu sou um Rei! Eu sou um deus, senhor de tudo e de todos!

-Minha vontade é a dos “Doze do Olimpo”, vestirei mais uma vez minha Armadura Divina, vingarei a humilhação que subjugou meu irmão, retirarei a Terra dos domínios de minha filha e a prenderei no selo de luz para todo o sempre junto com seus guerreiros dourados, ensinarei aos humanos que nenhuma mão de carne e osso deve ousar se levantar para um deus, para o eterno.

-Meu poder vai romper o selo que separa o mundo dos deuses da mediocridade do mundo humano, e os deuses do Olimpo que me foram fiéis, nos seus trajes celestes, converterão em pó todo sonho terrestre!

-Eu mesmo esmagarei o Santuário com o peso do meu punho e queimarei toda a vida com meu Relâmpago Sagrado!


_________

Capítulo I – Desespero e Esperança





Grécia - Santuário. (Dois anos após a última Guerra Sagrada).

Sala do Grande Mestre.

- Saori.... – A voz que parecia vir de longe lhe era especialmente familiar.

- Saori.

-Vovô!!!

-Venha cá minha querida netinha! – Ao abraçar o avô lágrimas enchiam os olhos de Atena. -Chore, chore minha querida. Sob suas costas recaem o peso do mundo. A você foi confiada a difícil missão de levar esperança aos homens e mulheres desta Terra! A reencarnação da deusa Atena. É a você que Deus confia este mundo, para guardá-lo com sua justiça sempre que ele está prestes a sucumbir à ambição e ao orgulho dos homens ou mesmo deuses.

-Vovô há dias pressinto este terrível cosmo. Como o anúncio de uma tempestade, está a cada dia mais próximo do Santuário, a cada dia mais agressivo e forte, não agüento mais tantas lutas. – As lágrimas caiam abundantes.

-Não posso exigir mais de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki. Não posso pedir que lutem mais uma vez, eles deram toda sua juventude para proteger o mundo, sem contar que nenhum cavaleiro de ouro sobreviveu às lutas contra Hades e seus espectros.

-Minha doce Saori, Seiya e os outros são nascidos sob o seu signo, seus espíritos retornam à Terra seguindo seus passos Atena. Impedir que estejam ao seu lado é como se mandasse alguém parar de respirar.

-Mas....

-Você e seus guerreiros têm nas mãos a responsabilidade que ninguém mais teria forças para suportar. Vocês precisam salvar a Terra desse terrível mal, e apenas vocês conseguirão. Lembre-se... esta é a sua missão nesta vida!

-Vovô!!!...

Um raio cortou o salão atingindo onde se encontravam Atena e Sr. Kido. Saori grita, ofegante levanta-se a tempo de perceber que era apenas um sonho. A deusa caminha com os pés nus sobre o mármore frio até a grande estátua do lado de fora do templo principal, de lá lhe era possível ver quase todo o Santuário, inúmeros
relâmpagos cortavam o ar gélido daquela noite, enquanto uma lágrima caia dos seus olhos.


Monte das Estrelas – pátio de meditação do Grande Mestre.

-Há meses é impossível ver as estrelas! Cada vez mais este terrível cosmo se aproxima do Santuário, e as nuvens densas parecem realçar o brilho ameaçador destes relâmpagos... Sinto como se muito mais do que uma tempestade fosse anunciada! Uma nova guerra talvez, mas sem os Cavaleiros de Ouro como iremos proteger o Santuário!

O Grande Mestre ajoelha-se, tomado por um profundo desespero arranca o rosário do pescoço. As contas rolam pelo chão de pedras entre as folhas secas. Sustentando o corpo com as mãos inclina-o em direção ao chão, como se um vazio intenso o possuísse, de repente começa a dizer em voz baixa:

-Uma nova guerra, uma primeira página de uma Era nova! A guerra definitiva, Sagrada. Reúna os signos do Sol.

-O desespero que te aflige Grande Mestre, vem da mensagem que lhe trago esta noite.

-Quem é você? Como conseguiu chegar até aqui? Levantou-se devagar o Mestre do Santuário, como se grande peso o prendesse ao chão. – A sua frente um homem alto surgia no ar parecia que o vento o desenhava, ele vestia uma armadura que reluzia em tons azul-marinho, envolvido em uma espécie de capa vermelha. Nos pés e elmo brilhavam pequenas asas douradas. O brilho de sua armadura era sutil, como se ele fosse desmaterializar a qualquer momento.

-Isso não são modos de receber-me. Mas como você mesmo disse, sem os cavaleiros de ouro o Santuário não passa de uma ruína desprotegida!

A presença imponente do visitante inesperado inibia qualquer reação do Grande Mestre.

-Eu sou Hermes, o deus mensageiro, e o que lhe trago esta noite é o desespero!

-Deus mensageiro?

-Isso mesmo. E como eu disse minha mensagem o está subjugando esta noite! Os deuses não estão satisfeitos
com os modos do Santuário. Para o Olimpo sua deusa há muito não é digna de ostentar o título de senhora deste planeta. Eu sou o emissário de uma guerra nova! Sob o comando do Todo Poderoso Zeus, Ares lidera o exército do Olimpo e vem em direção ao Santuário de Atena, ele possui ordens para devastar tudo o que estiver em seu caminho até subjugar sua deusa!

-Mas, como... Nós lutaremos... não importa o quanto seja necessário, não importa que os deuses do Olimpo sejam nossos inimigos!

-Ora, ora... essa impetuosidade não correspondiam às minhas expectativas sobre o senhor Mestre? Acaso acha que vocês serão capazes de deter a tempestade que se aproxima? Zeus não é de esperar pelos inimigos ele os enfrenta e os aniquila! Vocês têm duas alternativas, e apenas duas: entregar Atena e ajoelhar perante os deuses do Olimpo, ou lutar e morrer!... então Grande Mestre? O que me diz? Shiryu de Dragão?

-Como ousa questionar nossa lealdade à Atena. Se você veio para começar a guerra, estou pronto para você!

Shiryu retirou o elmo de Mestre e abriu os braços para vestir a armadura divina de Dragão, que envolveu seu corpo numa explosão de luz verde.

-Então essa é a armadura revivida pelo sangue de um deus! Sua energia é assombrosa!

- Hermes, prepare-se, não deixarei que suje ainda mais esse chão sagrado! “Rozan Shoryu-ha”!

O golpe de Shiryu atravessou o deus que se manteve imóvel.

-Não é possível! – exclamou o cavaleiro.

-Se eu o quisesse morto, você não estaria na minha frente. Eu vim trazer-lhe uma mensagem e assim que me recebe? Insolente!

Hermes levantou os braços fazendo com que seu manto abrisse. Sua Kamui brilhava ainda mais intensamente. Entrelaçou seus braços no ar, seus punhos lembravam duas cabeças de cobra.

-“Holy Despair” – ele falou como se sussurrasse, e a medida que as palavras saiam de sua boca, duas cobras enormes materializaram no chão envolvendo o cavaleiro de dragão que sentia seu coração sob um enorme peso.

-Que golpe terrível, é como se minha alma fosse se despedaçar tamanho o desespero que sinto!

-Estou apenas fazendo refletir o que se passa no seu interior. Você não se sente digno da tarefa de guardar o Santuário, você teme a morte de Atena. VOCÊ SABE QUE ESSA GUERRA JÁ ESTÁ DECIDIDA!!!

-Não! Nunca me renderei sem tentar!!! Lutarei! Dragão preciso de um milagre, voe, atinja as estrelas!!!

O esforço de Shiryu para elevar seu cosmo fez com que a armadura de dragão abrisse suas asas, “rasgando “ as cobras de Hermes.

-Não me renderei!!! Jamais deixarei q você ou qualquer outro deus encoste em Saori. Sinta meu golpe mais forte, a técnica secreta do meu mestre!!! “Rozan Hyakuryu-ha”!

Entre as nuvens carregadas relâmpagos verdes somaram-se aos azuis claros e dos clarões que se formavam no céu escuro, como estrelas cadentes, centenas de dragões vinham ao encontro de Hermes!

-Esse espírito de luta, sem dúvida, poderá decidir o destino do mundo. Mas por hora contenha seu golpe cavaleiro! E escute, o que eu tenho para dizer é importante, não temos muito tempo!

Hermes abrindo sua mão em direção ao céu faz toda energia despendida pelo golpe de Shiryu desaparecer.

-Não é possível, ele conteve meu golpe sem nenhum esforço!

-Vocês cavaleiros de Atena ainda estão muito fracos, a batalha contra Hades sugou-lhes praticamente toda a vitalidade!!! Precisamos que vocês estejam prontos para a guerra.

-O que quer dizer?

-Escuta-me! Na Era mitológica, após vencer os Titãs, Zeus fez do Monte Olimpo, o mais alto de toda a Grécia, a morada dos deuses, ele selou a entrada daquele Reino para que humano algum pudesse invadi-lo. Assim, os deuses mais poderosos, exceto Atena e Poseidon, se mantiveram distantes dos homens o suficiente para não serem incomodados, mas próximos o bastante para interferir nos desígnios do destino. Em alguns dias o selo que Zeus lançou sobre os portões do Olimpo será aberto e os deuses mais uma vez poderão caminhar sobre a Terra. Eu como mensageiro era o único que até então possuía tal privilégio! A ordem é que tudo seja destruído e todos sejam escravizados pela glória de Zeus! Mas tenho que lhe advertir, nem todos os deuses são inimigos de Atena, e nem todos são confiáveis, em tempos de guerra é preciso saber construir suas alianças.

-Mas o que você quer com isso?

-Os mandos e desmandos de Zeus não são apreciados pelos deuses como antigamente. Depois de tanto tempo longe destas paisagens não temo em dizer que inúmeras frentes de batalhas se abrirão. Apenas o estou advertindo, não me tenha por aliado ou inimigo. Mas desde as Eras remotas sempre fui o defensor da humanidade perante os deuses e também acredito que nós não somos subordinados de Zeus.

-Há meses pressinto a energia sinistra de uma nova guerra que só faz aumentar, mas não encontro saída para o Santuário depois de tantas baixas!

-Shiryu eu sempre guiei, ao lado de Atena, a meditação dos Mestres do Santuário. Eu sou o intermediário dos deuses com os homens, você é a ponte que eu uso! Esta noite eu tenho um recado para Atena.

Nas mãos de Hermes se materializou o caduceu – um bastão dourado com a extremidade em formato circular com um par de asas igualmente dourado envolvido por duas cobras que pareciam vivas, só que de uma matéria
sutil. Ele o ergueu no ar e, em seguida, o apontou para Shiryu.

-Essa energia parece que está preenchendo meu cosmo, e que estou recuperando minha força! O que está acontecendo?

-Essa segunda mensagem que lhe trago é a esperança, vocês são cavaleiros da esperança, e é isso que faz com que os homens sejam uma ameaça aos deuses inescrupulosos!

-Esperança. – Retrucou Shiryu. –Que esperança pode nascer de uma guerra sem perspectiva de vitórias? Só haverá destruição!

-Isso eu não sei lhe dizer. Mas sim, esperança é o que eu trago para os seus. Uma das minhas atribuições é cuidar para que as almas dos homens cheguem até os domínios de Hades, onde lá seus espectros farão o resto. Nesta última guerra santa minha incumbência foi diversa!

-Como! V-você quer dizer...

-As almas dos cavaleiros de ouro que destruíram o muro das lamentações não foram aniquiladas, não é possível matar o espírito e jogá-lo no nada. Elas foram aprisionadas por Hades e dadas de presente para Zeus. Ao contrário dos demais inimigos dos deuses seus espíritos não estão no Tártaro. Estão aprisionados sob o selo de Zeus!

-Selo de Zeus?!

-Sim, ele os acorrentou ao monte Cáucaso como fizera a Prometeu, um exemplo para aqueles que ousassem, a
partir desta nova guerra, a se levantarem contra o Olimpo! Os espíritos dos cavaleiros foram selados ao monte como se seus corpos estivessem sido talhados na pedra, correntes de luz os prendem e eles estão fadados a sentir, eternamente, o peso dos golpes que desferiram contra os deuses!

-Não é possível! Isso é terrível meu mestre, Mú, Saga, Shura, eles ficarão eternamente presos sofrendo o peso do próprio golpe!?! Deve haver uma maneira de salvá-los!

-Essa é a esperança, Dragão.


Em breve os demais capítulos já publicados!


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Ter 10 Mar 2009, 23:15, editado 8 vez(es)
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Capítulo II – Os Doze Signos do Sol

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sex 06 Fev 2009, 08:53

Capítulo II – Os Doze Signos do Sol



Monte das Estrelas – pátio de meditação do Grande Mestre.

-Shiryu, escuta-me, há uma, e apenas uma maneira de salvar os cavaleiros de ouro, se houver um erro por menor que seja toda a guerra estará perdida desde já! Eu lhe falei que Zeus já ordenou que Ares, tão logo se desfaça o selo que protege o Olimpo, venha ao Santuário e destrua o que encontrar pela frente. Contudo, a principal missão de Ares ao subjugar Atena é tomar o Santuário e recuperar a deusa da vitória Niké para entregá-la a Zeus.

-Mas desde a Era mitológica Atena a carrega consigo, a história conta que inúmeras batalhas foram travadas entre os deuses pelo poder da Vitória, mas Atena sempre as ganhou.

-Isso mesmo Shiryu, a vitória e o sucesso atraem o ciúme e a inveja, mesmo entre os deuses. Mas Atena nunca sagrou-se vencedora apenas por carregar Niké, há um poder oculto que justifica suas vitórias!

-Poder oculto?!

-Sim, para que Niké promova a vitória é preciso um sacrifício.

-Que espécie de sacrifício?

-Doar a vida. Convertê-la em um sacrifício, não basta lutar é preciso entregar-se à luta. Na mitologia Estige, mãe de Niké, era a deusa dos juramentos solenes, das promessas inquebráveis e, assim, para se ter a vitória, é necessário promover um juramento solene consigo mesmo. É preciso, antes de tudo, desejar o objeto a ser alcançado sem querê-lo para si. Os deuses sempre quiseram Niké para dominar e oprimir. Atena sempre a manteve para libertar e proteger, isso faz toda a diferença. Para os homens o sacrifício da vida é a morte, para os deuses é submeter-se à humanidade... Atena optou por pagar este preço.

-Então precisamos proteger a deusa da vitória a todo custo!

-Não apenas isso, só o poder de Niké é capaz de vencer a morte! Só a deusa da vitória, guiada por Atena será capaz de resgatar os doze cavaleiros de ouro.

-Quer dizer que Saori deverá ir na missão que libertará os cavaleiros de ouro.

-Ir somente não, ela deve lutar por eles! A energia da vitória está materializada no báculo de Atena e somente
ela poderá usá-la para este fim.

-Hermes!!! Como isso será feito? E mesmo se conseguíssemos cinco armaduras de ouro foram totalmente destruídas nos Campos Elíseos!!!

-Shiryu hoje o dia já nasce, amanhã com o sol se romperá o selo de Zeus, vocês não tem muito tempo!

O deus desapareceu perante os olhos de Shiryu indiferente às suas dúvidas. O cavaleiro retirou a armadura de Dragão e decidido seguiu ao encontro de Atena no salão principal.


Santuário - Sala do Grande Mestre

No Salão principal Saori estava reunida com Seiya, Hyoga e Shun que haviam acabado de chegar, além de Tatsumi, que desde o fim das batalhas de Hades temeroso pela vida da deusa, sempre a acompanhava.

-Shiryu!!! Estávamos preocupados com você, sentimos uma grande cosmo energia vindo do Monte das estrelas!

-Seiya, Hyoga, Shun!!! Que bom que vocês estão aqui!!! Está tudo bem agora amigos, mas tem algo que preciso lhes contar...

Shiryu então lhes narra o encontro com Hermes e relata tudo o que lhe havia sido dito pelo deus.

-Então meu mestre Camus está preso na Cordilheira do Cáucaso, junto dos demais cavaleiros de ouro!!! Ele me contou sobre esse lugar, o monte Elbrus onde Zeus manteve Prometeu... é conhecido por ser o mais alto de toda Europa, um lugar onde a neve é eterna, como na Sibéria!

Com os olhos marejados Hyoga fitou a noite escura; -Camus, meu mestre, você me ensinou tudo o que eu sei,
foi como um pai para mim... eu irei salvá-lo, nem que isso custe a minha vida!

-Toda vida é preciosa demais para ser desperdiçada Hyoga, ainda mais em tempos de guerra! Precisamos ter cautela.– Disse Atena firme.

-Saori tem razão, mas ainda que conseguíssemos trazer de volta os cavaleiros de ouro, as armaduras de Áries,
Libra, Aquário, Virgem, Leão e Sagitário foram completamente destruídas por Hypnos e Thanatos nos Campos Elíseos, apenas sete armaduras estão no santuário. Só poderemos contar com sete cavaleiros de ouro! – Lembrou Shun com razão.

-É verdade, e toda ajuda é fundamental nessa hora! – disse Seiya. –Nós, com o auxílio de Shina e Marin, concluímos o treino e recrutamos dez novos cavaleiros de prata e um de bronze, mas ainda assim, nada se compararia a termos novamente os doze cavaleiros de ouro!

-Não se preocupem com isso, cuidem de libertar os cavaleiros de ouro! A partir de hoje as doze armaduras de ouro estão de volta ao santuário e vocês não têm um novo cavaleiros de bronze, mas dois!

-Mas quem é você? Como entrou aqui? – Perguntou Seiya que já se preparava para investir contra o visitante misterioso!

A porta principal do salão de onde é possível observar a escadaria da Casa de Peixes abriu-se e um cavaleiro caminhava lentamente em direção a Atena, ajoelhando-se perante ela.

-Senhora! Eu consegui, completei a missão que Shion me deu!

-Kiki!!! – Exclamaram os cavaleiros.

-Oi!!! – Sorriu Kiki sem jeito.

-Que armadura é essa? – Perguntou Seiya admirado.

-Eu sou Kiki de Appendex cavaleiro de bronze da Constelação das Ferramentas.

Seiya olhava intrigado e ao mesmo tempo assustado.

-Que foi Seiya? – Perguntou Kiki.

-É que tem muito tempo que não nos vemos. Você era tão pequeno que nunca achei que coubesse dentro de uma armadura! Hehehe!!! – Seiya coçou a cabeça sem graça.

-ENTÃO VOCÊ ACHA QUE EU SOU PEQUENO DEMAIS PARA SER CAVALEIRO... hum!!!! Você vai ver!

Kiki com sua telecinese pendura Seiya no enorme lustre dourado que iluminava o centro do Salão.

-Hei, me põem no chão!!!! Alguém impeça, ai!!!

-Desculpa Shiryu, mas ele bem que mereceu!

Todos se desmancharam em risos.

-Não se preocupe Kiki, mas me diga o que lhe traz até aqui?

Poft...

-Ai, você me paga... ai!!! Com uma batida seca Seiya caí no chão.

-Rummm... bem feito. – Esnoba Kiki torcendo o nariz e completa. –Bem, antes da batalha contra Hades eu estava na Casa de Áries quando o Mestre Mú me chamou...

“-Kiki, venha cá!

-Pronto Mú.... estou aqui.

-Kiki há quanto tempo estou treinando você?

-Shiiiii.... o que foi que eu fiz dessa vez?

-Nada... quer dizer, você tem se saído muito bem nos treinamentos e tem demonstrado grande coragem! Me surpreendi com sua dedicação à Atena quando ela foi ferida no Santuário e com sua determinação ao ajudar os cavaleiros de bronze na luta contra Poseidon.

-Ah!!! Alguém reconhece o meu valor!!!

-Kiki, isto é sério!

-Hum... claro, me desculpe!

Mú ajoelhou-se perante seu pupilo e colocou a mão no seu ombro dizendo.

-Quando eu ainda estava em treinamento meu Mestre Shion, nós saímos em uma missão, procuramos as lendárias armaduras perdidas das Constelações de Escultor, Ferramentas e Taça. A de Altar, que muitos julgavam perdida, já havia sido encontrada por meu Mestre e era usada por seu irmão Ares quem o ajudava a governar o Santuário. Quando encontramos as outras três, eu mesmo fui incumbido de restaurar as armaduras e as mantive protegidas na torre de Jamiel.

-Mas eu nunca as vi por lá!...

-Elas são peças estratégicas muito importantes e você nunca foi bom em guardar segredos... – sorriu Mú.

-É verdade! – Concordou Kiki sem jeito.

-Mas hoje um terrível mal se aproxima, e você é o único que aprendeu a técnica de reparo das armaduras, eu preciso que você se dedique a proteger Atena e auxiliar os demais cavaleiros, você acha que consegue?

-Claro!

-Então a partir de hoje, você será o cavaleiro de bronze da Constelação das Ferramentas e a sua missão é lutar e proteger Atena! Até que você cresça em poder e sabedoria para vestir a Armadura de Áries...

-Eu sou um cavaleiro!!!!! EU SOU UM CAVALEIRO!!!

-Kiki!

-Ah, sim!!! Hehehe.... Ahm.... Mú, você está chorando?

-Você precisa ir... sua armadura te espera em Jamiel! Boa sorte! Eu te confio Atena, adeus!

-O que?!? Mas Mú.... – com um toque no rosto do pupilo Mú o teletransporta para Jamiel”.


-O resto vocês já sabem... naquela hora apareceram os cavaleiros renegados!

-Sim eu estava lá... – lembrou-se Seiya.

-Mas eu não entendi, o que isso tem haver com as armaduras de ouro! Elas foram totalmente destruídas!

-Eu sei Shiryu, vou explicar... eu estava em Jamiel junto da minha armadura quando o Mestre Shion me chamou telepaticamente... no seu último esforço ele me trouxe de volta ao Santuário e me deu uma última missão!

-Última missão? Que missão? – Indagou Shiryu.

-Atena, ele pediu que eu utilizasse seu sangue, o mesmo que recuperou as armaduras de bronze.

-O sangue de Atena? – Perguntou Shun.

-Sim, eu deveria depositar um pouco em cada uma das doze urnas douradas quando elas estivessem vazias, isso, ele me disse, criaria uma espécie de útero onde as armaduras, que por ventura morressem na batalha, poderiam renascer. Depois, eu deveria verificar o estado de cada uma... foi quando vi as cinco armaduras totalmente destruídas, neste caso ele havia me dito para levá-las a Jamiel e consertar com as ferramentas de
Mú e com a minha nova armadura... e foi o que eu fiz!

-E conseguiu? – Seiya admirado.

-O que você acha que eu estou fazendo aqui! Rum...! Desde aquele dia não parei de trabalhar nelas, ontem elas estavam perfeitas! E eu as trouxe de volta, as doze armaduras de ouro estão mais uma vez juntas no Santuário!

-Perfeito Kiki, muito obrigado!!!

-Não há de que Shiryu, agora eu sou um cavaleiro...

-Anão... Brincou Seiya!!!

-Grrr..... Agora vou te pendurar na Estátua de Atena.... hehehe.... com todo respeito Senhora!!!

Todos riram novamente....

-Obrigada Kiki, você nos trouxe esperança neste dia!!!

-Esperança....

-Que foi Shiryu?... Perguntou Atena.

-Não é a primeira vez que escuto essa palavra hoje! Eu achei que não acreditava mais nisto. Bem, Kiki convoque os cavaleiros de bronze e prata, guardem todas as entradas do santuário, nenhum inimigo deve entrar.

-Isso mesmo. – Completou Seiya. –Quanto a nós meus amigos, nós vamos libertar os cavaleiros de ouro, temos até o amanhecer!

-Sim! – Concordaram todos.

-Tatsumi!

-Sim senhorita!

-Peça a fundação que prepare um helicóptero!

-A senhorita não vai junto, vai?

-Tatsumi, meu avô me ensinou a ter responsabilidade... Esta é a minha missão!

Os cinco cavaleiros juntos de Atena se dirigem à arena principal onde um helicóptero da fundação Graal os esperava, eles voam em direção a Cordilheira do Cáucaso, no seu pico mais alto o Monte Elbrus Zeus havia aprisionado os espíritos dos doze cavaleiros de ouro que destruíram o muro das lamentações.


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 21:47, editado 1 vez(es)
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Capítulo III – Correntes e Asas, o milagre de bronze

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sex 06 Fev 2009, 09:01

Capítulo III – Correntes e Asas, o milagre de bronze




Cordilheira do Cáucaso – Rússia

-Senhorita não posso me aproximar mais, o tempo está muito ruim, o helicóptero perderá a estabilidade. Poderíamos nos chocar contra as montanhas. Teremos de pousar aqui! – Explicou o piloto.

-Sem problema! Os cavaleiros e eu poderemos seguir deste ponto!

O início daquela tarde estava sombrio, o céu encoberto por nuvens pesadas parecia que iria desabar e sufocar a todos, o vento forte espalhava a neve por todo o local. Os seis desceram do helicóptero ainda um pouco distantes do Monte Elbrus e imediatamente se puseram a caminhar em direção ao local, apesar da dificuldade imposta pelo tempo. O caminho entre pedras e neve era muito penoso, e a impossibilidade de enxergar nitidamente os arredores era um grande empecilho.

-Nós temos que seguir em frente, precisamos fazer com que Saori chegue até a base do monte em segurança!
Mas precisamos de algo para nos guiar o tempo está muito ruim e não poderemos demorar muito! – Gritou Seiya.

-Não é possível enxergar nada! – Completou Shiryu. –Assim será muito fácil nos perdermos.

-As correntes de Andrômeda poderão nos guiar sem problemas... Corrente de Andrômeda, seja nossos olhos e
encontrem os Cavaleiros de Ouro!

Neste instante as correntes desceram dos braços de Shun, elas reluziam um brilho dourado envolvidas no cosmo róseo do Cavaleiro e, deslizando facilmente pelo chão abriam um caminho luminoso que se perdia na distância.

A paisagem era imponente, montanhas imensas que pareciam sustentar o céu, cujos tons cinza de suas rochas contrastavam com o branco imaculado da neve. Entre os caminhos estreitos e escorregadios o cavaleiro de Andrômeda guiava a pequena comitiva com suas correntes que seguiam contornando uma passagem de luz.

Já era possível divisar alguns raios de sol que apareciam nos poucos pontos azuis daquele céu nublado, alguns metros a frente as correntes se detiveram, os seis pararam automaticamente, um grande percurso ainda os esperavam, mas elas simplesmente deixaram de se mover.

-Uma estranha energia protege este local, era como se a partir deste ponto estivéssemos entrando em uma redoma de força. – Disse Shun fechando os olhos e concentrando seu cosmo no caminho a sua frente.

-Precisamos seguir! – disse Seiya tentando avançar, mas Shun o deteve esticando seu braço direito.

-Seiya, a Corrente de Andrômeda não se detém perante nenhum obstáculo, é preciso que tenhamos cautela! – Neste momento a corrente de defesa começou a circundar os seis.

-“Nebula Chain”! – Levantando o braço direito Shun lançou a corrente de ataque que subiu alto avançando para o céu, em seguida desceu veloz fazendo movimentos espirais e mergulhando no chão sem dificuldade, como uma broca gigante.

-Achei vocês! – Shun fez um movimento com o braço e a corrente voltou trazendo dois homens, lançando-os violentamente ao chão, o maior deles tinha feições abrutalhadas e disformes e vestia uma armadura que parecia ser feita de aço bruto, com detalhes avermelhados que lembravam o ferro em brasa, o segundo tinha o rosto pálido e os olhos e cabelos vermelhos como o fogo, sua armadura era negra como uma rocha vulcânica e possuía os mesmos detalhes que brilhavam como metal incandescente.

A corrente circular se agitou fazendo ondulações que emitiam raios rosas entorno dos quatro cavaleiros e de Atena, protegendo-os. Neste exato instante os inimigos que estavam presos na corrente de ataque começaram a dissolver como lava, conseguindo assim safar-se. No meio a corrente, de cada lado a porção de lava que havia se separado, volta a ganhar forma humana, primeiro como rocha, depois ganhando cor e vida.

-O que? Eles conseguiram escapar da minha corrente, impossível! – admirou-se Shun.

-Mas quem são vocês? – Perguntou Seiya que esticou a mão direita protegendo Saori.

Ambos fizeram silêncio, porém sorriram. Novamente a corrente circular que contornava os cavaleiros e a deusa se agitaram, fazendo ondulações cada vez mais altas emanando raios mais potentes.

-Nós somos guardiões, servos do deus Hefestos senhor dos vulcões e da forja. Eu sou Lemnos Guardião Forja Divina – Falou o maior deles.

-E eu sou Vulcano Guardião Fogo Divino – apresentou-se o segundo, cujos cabelos vermelhos pareciam igualmente incandescentes, completando: -Suas correntes são instrumentos inúteis daqui para frente, a fúria do senhor dos vulcões protege este local a mando do Todo Poderoso Zeus, mas alegrem-se, nossas armas incandescentes guiarão todos vocês rapidamente para o inferno!

-Amigos, levem Atena daqui... ela precisa chegar à base do monte o quanto antes, eu os protegerei com as minhas correntes enquanto vocês seguem. – Shun estava determinado.

-Shiryu, Seiya, escoltem a Saori!!! – Gritou Hyoga!

-Mas vocês vão enfrentá-los sozinhos... – disse Seiya, antes de ser interrompido por Shun.

-Não temos tempo Seiya! Vão! “Unbreakable Atmosphere”! – As correntes de ataque e defesa avançaram como luz, com ondulações de cerca de cinco metros de altura criaram uma barreira ao lado de cada guardião, verdadeiras paredes de aço que, assim como a postura de defesa, emanavam raios como se os elos fossem ligados por milhares de volts de energia, entre as enormes paredes havia se formado um caminho seguro.

Os guardiões viraram-se ao mesmo tempo para as paredes formadas pela corrente e o maior deferiu um soco, enquanto o menor um chute, ambos os golpes geraram um terrível calor porém foram dissipados pelo poder da corrente em uma explosão de luz.

-Agora!!! “Aurora Thunder... ATTACK”!!!

Os guardiões de Hefestos desviaram do golpe de Hyoga, saltando para as elevações que cercavam todo o local.

-Nos encontraremos à frente!!! – disse o cavaleiro de Dragão.

Seiya, Shiryu e Atena, aproveitando a distração ocasionada pelo golpe de Hyoga avançaram rumo ao Monte Elbrus, atravessando o caminho protegido pelas correntes de Shun.

-Hahahaha!!! Acha que esse golpe amador é capaz de ferir um guerreiro que veste uma armadura forjada pelo próprio deus Hefestos? Nosso senhor confeccionou inúmeras armas para os deuses, inclusive o escudo de sua deusa, o tridente de Poseidon e as flechas de Apolo! Nada á capaz de nos ferir!

-Eu ainda não quis ferir vocês, só precisava de tempo. Nada mais! – disse Hyoga.

-O que?! Vulcano aqueles três fugiram, vamos atrás deles!!! Ninguém pode se aproximar do monte!!!

-Não, não é necessário... há outros protegendo o local, tenho certeza de que eles encontrarão uma morte dolorosa!

-Cale a boca! São vocês que serão derrotados! – Brigou Hyoga.

Quando os amigos sumiram de vista Shun recolheu suas correntes.

-É o que veremos! – Gritou Lemnos que imediatamente ajoelhou-se e colocou a mão aberta sobre o chão. A neve em volta derreteu, da terra parecia jorrar lava e um martelo gigante parecia brotar. –Impressionados cavaleiros? Armas dos Guardiões do deus Hefestos são forjadas na própria natureza com o poder de nossa cosmo energia, elas saem “das mãos de nosso deus”!

Vulcano sorriu e desferiu um soco contra o chão, a medida que sua mão se levantava escorria um veio de lava incandescente de onde se materializou um tridente negro.

-Preparem-se cavaleiros – Lemnos correu em direção a Shun girando no ar o martelo negro do qual se desprendiam centelhas de luz, sem reparar que em volta do cavaleiro, como uma nebulosa a corrente circular havia se espalhado, a ponta triangular repousava em sua mão direita.

-Lemnos detenha seus passos se não quiser uma morte instantânea. – O guardião, ouvindo a advertência de Shun, parou seu pé direito no ar, a poucos centímetros da corrente, que sob sua sombra agitou-se levemente.

-Minhas correntes são a combinação perfeita de ataque e defesa, se você tentar me atingir, um passo que seja, ela irá atacá-lo com todas as suas forças!

Lemnos deixou escapar um sorriso sutil, saltando de costas para distanciar-se de Shun, mais uma vez rodou o martelo gigante no ar, desta vez centelhas maiores foram deslocadas.

-“Vulcanic Smash”!!! – Gritou o guardião desferindo um pesado golpe contra o chão, que seguindo um padrão circular foi sendo quebrado, das rachaduras um imenso calor surgia num turbilhão de fogo que parecia querer queimar tudo ao redor.

-Defenda-se disto!!! – Um novo golpe, e as ondas de calor se intensificavam com a destruição que a fundava boa parte do chão. Onde estava Shun o solo cede, imitando o desenho da corrente e o cavaleiro é arremessado entre as chamas violentas.

-Shun!!! – Chamou Hyoga que virou-se para ajudar o amigo.

-Onde pensa que vai? Você é meu inimigo! – Gritou Vulcano, lançando o tridente com um projétil incandescente em direção ao Cavaleiro de Cisne. Hyoga saltou girando e de costas, esticou o braço como se quisesse acariciar as chamas do tridente, com os pequenos cristais de gelo que nasciam entre seus dedos o tridente congelou e caiu inofensivo deslizando sobre o chão.

-Muito bom... mas quero ver você contra meu melhor golpe! “Devil Plume”!!! – sem dar tempo de Hyoga tocar o chão Vulcano cruza os braços no ar apontando as palmas unidas para o cavaleiro, de suas mãos era projetada uma coluna de fina fumaça branca.

-Argh.... Q-que é isso.... não consigo respirar!

-Acha que apenas vocês têm truques na manga?!Essa é a fumaça branca, uma fumaça vulcânica tóxica ela começa fina o bastante para entrar pelos seus poros e envenenar todo seu organismo, depois a fuligem torna-se cada vez mais densa fazendo com o inimigo se transforme em pedra! Esse será seu fim.

-Não é possível, arghh.... É como se meu corpo estivesse secando, se não fosse a armadura eu n-não estaria vivo!

Enquanto isso Lemnos batia com seu martelo no chão, cada batida fazia o chão expelir mais fogo mantendo Shun preso em uma grande erupção.

-Hahaha... Cavaleiro de Andrômeda! Quero ver suas correntes lhe servirem em uma hora dessas! Matar você será a coisa mais patética que já fiz na vida!!! “Vulcanic Bombs”!!! – Lemnos desferiu um derradeiro golpe, mas desta vez o impacto fez com que centenas de fragmentos de rocha incandescentes desprendessem do solo quebrado formando traços de luz no céu que voavam em direção a Andrômeda.

-Lemnos... eu já lhe disse, minha corrente é a perfeita combinação de ataque e defesa, fatalmente eu irei vencer seu golpe.

As bolas de fogo aproximavam-se de Shun, que inundado pela luz de seu cosmo abriu a mão esquerda de onde a corrente circular deslizou dando voltas ao redor do cavaleiro, a cada volta a corrente ganhava velocidade e o fogo que subia verticalmente começou a imitar a trajetória da corrente desaparecendo no céu, enquanto Shun descia levemente e a corrente ofensiva multiplicava-se perfurando e destruindo as bolas de fogo que chegavam.

-HYOGA!!! “Spiral Duct”!!! – Shun virando-se para onde estava o Cavaleiro de Cisne, fez com que a corrente circular se transformasse numa espiral gigante que dissipou a fumaça venenosa que era produzida por Vulcano, Hyoga caiu no chão inerte com o corpo coberto de cinzas.

Lemnos aproveitando a aparente distração de Shun lança o martelo em chamas em direção ao cavaleiro.

-“Great Capture”! - A corrente defensiva quase instantaneamente desfaz a espiral e se fecha no martelo quebrando-o em pequenos pedaços.

-Eu acho que você ainda não entendeu Lemnos, eu nunca gostei de lutar, eu sempre procurei me defender e poupar os inimigos para que eles pudessem perceber o mal que faziam a si mesmos e se convertessem sinceramente ao bem.

-Mas eu aprendi também... – enquanto Shun falava seu cosmo intensificava emanando do cavaleiro suaves ondas de luz que levavam consigo uma tranqüilidade e firmeza ameaçadoras, a corrente circular novamente em posição defesa protegia o corpo inerte de Hyoga. –Que acima de nós mesmo devemos proteger com todas nossas forças aquilo que acreditamos e aqueles que amamos, nem que isto signifique o sacrifício de nossas vidas. Não permitirei que vocês machuquem mais ninguém!!! Sua única chance de sair ileso é render-se agora!

-Jamais, vamos ver quantas vezes sua corrente funciona!!!

-Eu lhe avisei Lemnos!!!

-“Vulcanic Bombs”!!!

-Vamos lá!!! “Nebula Chain”!!!!

Novamente, com uma surpreendente velocidade, para cada bomba que se aproximava, parecia haver uma corrente para perfurá-la e destruí-la.

-Lemnos você aprenderá a não subestimar os cavaleiros de Atena! Queime cosmo, pelos cavaleiros de ouro, por meus amigos e Atena! “Thunder Wave”!!!

Em um clarão rosa e como um raio, a corrente triangular correu pelo ar atingindo em cheio o Guardião da Forja Divina que teve a armadura despedaçada, e desacordado foi projetado para um despenhadeiro.

-Maldito Andrômeda, não será poupado!!! “Magma Explosion”!!! – Vulcano com as mãos espalmadas para ar fez tudo tremer, das fendas que haviam no chão jorravam lava incandescente que se subiam ao céu como em uma grande explosão em direção a Shun, o calor emanado do golpe era tão forte que a neve em um raio de quinze metros já não existia. Porém, antes que pudesse acertar Andrômeda, o tremor de terra cessou e a lava de Shun até Vulcano começou a congelar, pequenos cristais de gelo desciam com o vento que retomava a normalidade.

-Mas o que aconteceu?... – Vulcano surpreendido.

-Shun esta luta não é sua... eu sou o cavaleiro do gelo, e eu irei deter as chamas deste subordinado de Hefestos!

-“Diamond Dust”!!!

Uma rajada congelante passou de raspão pelo Guardião do Fogo Divino, que desviou a tempo de desferir outro golpe.

-Isso não me deterá, “Magma Explosion”!!! [i]

Nova explosão de lava fez com que o frio provocado por Hyoga desaparecesse em uma onda de calor! Os jatos de fogo que subiam começaram a circundar Cisne, que manteve-se imóvel no centro da explosão.

-Vulcano, tudo pode ser congelado!!!

-O que?!

-Eu vou lhe ensinar sobre o zero absoluto!

A medida que Hyoga intensificava seu cosmo o tom vermelho do fogo dava lugar a um suave azul claro, as chamas se apagaram e a lava que estalava no ar transformou-se me uma escultura de gelo.

-O zero absoluto é uma temperatura na qual um corpo não contém energia alguma. Ao chegar a temperatura de -273,15°C, toda vida pára. Tudo se congela!

Hyoga levantou as mãos unidas como um vaso, e uma forte rajada de vento frio surgiu, enquanto atrás do Cavaleiro de Cisne desenhava-se a figura de um cisne colorido por uma aurora boreal.

-Não me vencerá com esse golpe!!! [i]“Magma Explosion”!!!


-“AURORA EXECUTION”!!!

O fogo que saía das mãos de Vulcano congelou, seu punho, braço, tórax, uma a uma as partes do seu corpo foram congelando, o brilho da armadura se apagou e o Guardião de Hefestos caiu ao chão.

-Vamos Shun... Seiya e Shiryu podem estar precisando de nós!

-Sim!

-Argh.... A-agora, deve ser t-tarde... – Disse Vulcano com suas últimas forças.

-O que quer dizer com isso?

Vulcano apenas sorriu, seus olhos vermelhos se apagaram e uma gota de sangue escorreu pelo canto de sua boca congelando-se antes de atingir o queixo.


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 21:48, editado 1 vez(es)
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Capítulo IV – Discórdia VS. Justiça

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sab 14 Fev 2009, 20:56

Capítulo IV – Discórdia VS. Justiça



A tarde avançava em noite enquanto Seiya, Shiryu e Saori corriam para longe da proteção das Correntes de Andrômeda, no horizonte o Elbrus, se destacava como o maior monte daquela cordilheira crescendo branco e imponente entre caminhos de neve, vegetação rasteira e rochas.

Os três mantinham os olhos fixos no monte colossal, pareciam querer enxergar os doze dourados buscando forças para seguir adiante. Estavam tão compenetrados na sua missão que não perceberam uma fumaça negra que subia fina e lenta por entre seus pés, tão logo atingiram uma parte mais plana.

Aos poucos parecia difícil caminhar, as armaduras ficavam mais pesadas a cada passo dado.

-Sinto uma estranha cosmo energia... Saori, Seiya... Vocês estão bem? – Shiryu estava preocupado.

-Estou sentindo o céu da boca arder e coçar, meus olhos estão queimando e está difícil até respirar! – disse Seiya caindo de joelhos.

Neste instante um zunido veio aumentando como se uma bomba estivesse caindo em cima dos cavaleiros, um brilho forte e Shiryu saltou a tempo de se colocar a frente de Seiya, sobre seu escudo repousou o punho fechado de um homem magro, alto com cabelos cinza e compridos, trajava uma armadura, que cobria quase que todo seu corpo, era cinza escuro, quase negra, e como dos outros guardiões trazia marcas reluzentes em vermelho como se fossem ferro em brasa.

Sob a sombra do elmo que cobria o rosto do Guardião desenhou-se um sorriso e ele se desfez no ar, seu corpo parecia feito de fuligem.

-Escutem bem – gritou o homem, apareceu a frente e tirava de suas costas uma grande espada traçando uma linha no chão, guardando-a em seguida; sou o Guardião da Oficina Divina, braço direito do deus Hefestos, minha missão é usar a espada da discórdia para subjugar Atena, se quiserem viver Cavaleiros deixem a deusa e fujam, se cruzarem esta linha preparem-se para morrer...

-Cale-se nós vamos derrotá-lo e seguir em frente... – interrompeu Seiya.

-Cale-se você cavaleiro, cale-se para ouvir meu nome, é a última coisa que ouvirá antes do grito de Atena... – sorriu o guardião; sou Feuer, preparem-se para morrer insolentes.

Feuer desapareceu novamente, não havia onde se esconder apesar de nublado a visibilidade estava perfeita.

-O que! Onde ele está? – Preocupou-se Seiya...

-Hahaha... “Pillow Lava”!

Flocos de um fumaça branca e espessa começaram a surgir, tudo aos olhos dos cavaleiros parecia rodar, um veneno emanado pelo golpe fez com que Seiya e Shiryu caíram de joelhos no chão. Saori chamou por eles sem enxergar nada além da cortina branca. Como se mergulhados em um mar de leite a névoa branca se adensava fazendo uma forte pressão em seus corpos, sufocando-os e os queimando aos poucos.

-Começa assim, a névoa que traz um veneno sutil se adensa e imprime seu peso sobre os corpos dos inimigos,
penetra por seus narizes e bocas, ela irá sufocá-los até a morte!... disse Feuer.

Atena segura firme no báculo pressionando-o em busca de sustentação para seu corpo, um brilho de inigualável luz branca penetra na névoa densa e se espalha como rachaduras em uma parede sólida, ao se aproximar de Seiya e Shiryu a cosmo energia da deusa convidava Pégaso e Dragão para despertar, um forte brilho azul e outro verde uniram-se como chamas ardentes consumindo o golpe de Feuer enquanto os cavaleiros se punham de pé.

-Seiya, Shiryu, temos uma missão, não nos esqueçamos dela!!! – disse Atena firme; -Não é apenas o destino dos doze cavaleiros de ouro que nos troxe aqui, mas o da Terra toda!

-Saori... – disse o Cavaleiro de Dragão com sincera admiração enquanto os últimos vestígios do “Pillow Lava”; -Seiya eu lutarei com Feuer, garanta que Atena chegue a seu destino.

-Então você será o primeiro ter seu túmulo, será um prazer!!!

-Eu não me darei ao luxo de morrer... não enquanto não cumprir minha missão e trazer de volta meu mestre junto dos demais cavaleiros de ouro!

Um brilho de determinação iluminava os olhos do Dragão que imediatamente correu em direção ao inimigo.

Shiryu saltou –“ROZAN RYU-HISHO”! – Como um dragão mirando sua presa o cavaleiro voou numa impactante voadora ao encontro de Feuer, que foi arrastado alguns metros enquanto continha o golpe com os braços em “X” a frente do peito.

Shiryu pulou pousando atrás do inimigo desferindo, na seqüência um pesado golpe com seu punho direito, que fez Feuer deslocar-se para esquivar. Neste momento, Seiya tomando Atena pelas mãos, dirigiu-se para a base do monte cada vez mais próximo.

-Shiryu meu amigo, aguardamos você!

Seiya e Saori percorreram mais alguns metros entre uma vegetação rasteira parcialmente coberta por gelo e rochas vulcânicas quando uma luz cortou o céu escuro.

-Seiya cuidado!!!

O Cavaleiro teve pouco tempo para desviar-se do golpe que desceu como uma lança de energia em sua direção arranhando-lhe o rosto.

-Mas quem é você?! – Perguntou assustado, colocando-se a frente da deusa.

-Nem mais um passo - a sua frente apareceu um homem alto, trajava uma armadura em tons marrom e prata que seguia o desenho próprio do corpo humano, ele tinha olhos firmes e um cabelo negro curto que escorria sobre o elmo, nas suas costas trazia uma lança que brilhava reluzindo um suave tom azulado, parou cara a cara com o cavaleiro, mantinha os braços esticados como se quisesse impedi-lo de prosseguir.

-Então os Guardiões de Hefestos não foram suficientes para detê-los, eu já esperava que fôssemos encontrar dificuldades naqueles que ousaram desafiar os deuses! Sou Belerofonte da Estrela Heróica de Algenib, que, aliás, é uma das principais da constelação de Pégaso.

-Pégaso?!

-Sim cavaleiro, sou desde a Era Mitológica dono do cavalo alado, eu o capturei e hoje terei grande prazer em destruí-lo! Sou um dos dez Heróis do Olimpo, subordinados diretos de Zeus e não descansaremos enquanto não fizermos toda a Terra sucumbir sob o jugo dos deuses!

-Nem que custe a minha vida Belerofonte, não me renderei enquanto não salvar os Cavaleiros de Ouro...

-Salvar os Cavaleiros de Ouro.... hahaha.... eu se fosse você me preocuparia em salvar a própria pele Pégaso... prepare-se!!!

-“Chimera´s Shout”!!! – Das mãos unidas de Belerofonte saiam chamas em espiral que logo transformaram o frio do local em um verdadeiro inferno.

-Não há escapatória cavaleiro aqui encontrará seu fim!

Enquanto isso Shiryu acabara de receber um golpe de Feuer, que disse:

-Ah Dragão... você ousou me desafiar sozinho, por isso não mais usarei meu “Pillow Lava” contra você, lhe darei a oportunidade de uma morte cheia de honrarias! Você enfrentará a espada forjada no Olimpo, a espada da Discórdia, a mesma que usarei na sua deusa! Eu prometo que terá uma morte rápida!

Feuer puxou a espada que trazia, o punho em uma das extremidades era uma cabeça de cobra em ouro branco com duas esmeraldas no lugar dos olhos, o material que o revestia semelhante ao couro de um ser mitológico refletia um suave tom verde, a guarda, por sua vez, igualmente em ouro branco trazia duas serpentes entrelaçadas, de suas caudas nascia a lâmina com as faces negras e os gumes prateados e afiados. Ao ver o Guardião manusear a espada um frio e uma sensação de profunda melancolia tomavam conta do cavaleiro de Dragão.

-Essa espada Shiryu foi um presente do senhor Hefestos para a deusa Éris, ela foi responsável por inúmeras guerras e vitórias sem-fim dos deuses. Éris generosamente me emprestou para arrancar a cabeça de Atena e com ela eu irei tirar sua vida! Esse é um privilégio seu! – Empunhando a espada com as duas mãos no alto, enquanto uma mulher de asas negras segurando um pomo dourado surgia atrás dele, o guardião gritou:

-“KAOS”!!!

Feuer corta o ar com a espada mas, aparentemente, nada acontece. Shiryu instintivamente havia levantado o braço esquerdo protegendo-se sobre o escudo, seus olhos por detrás da proteção inquebrantável apenas se estatelaram. As iris se comprimiram e se apagaram, Shiryu estava mergulhado em profunda escuridão, ouvia apenas o bater acelerado do próprio coração.

-Este é um golpe emprestado por uma deusa verdadeira, nem mesmo atingiu um por cento da real potência da
Discórdia, fascinante não é?... Responda-me! – Gritou Feuer debochado batendo na face de Shiryu que mantinha-se imóvel na sua frente.

-Hahaha.... a espada da discórdia “atinge” muito mais seu cosmo, que danifica sua armadura ou seu corpo! Ela o consome por dentro! – Disse Feuer confiante.

Cada vez mais rápido o coração de Shiryu acelerava no peito opresso, apenas melancolia era o que ele sentia.

-Sim Shiryu, a energia de milênios de agonia e dor estão nessas lâminas – disse Feuer alisando as lâminas e virando uma das faces negras na altura dos olhos apagados de Shiryu, que de repente no meio da escuridão consegue enxergar na face negras da espada cenas de lutas e mortes, guerras e assassinatos, desde tempos antigos até as últimas grandes guerras mundiais.

Uma lágrima de sangue brota em seus olhos e cai sobre a armadura verde, seguida de outras. O rosto de Shiryu vai ganhando uma nova coloração sendo tingido de um intenso vermelho.

-Você Dragão, será mais um entre tantos mortos que contam sua história nas lâminas da Discórdia... hahaha!!! “Kaos”!!!

Feuer empunha a espada em direção ao cavaleiro e mira em seu peito. Shiryu com o rosto tingido de sangue e sem vida vê-se como se fosse levado por violenta corrente de ar que a cada segundo se intensificava cortando seu corpo, uma dor tremenda queimava seu peito sob a sombra da espada, quando sente seu braço direito formigar, uma luz dourada começa a brilhar tímida iluminando todo o braço do cavaleiro, das pontas dos dedos até o ombro.

-Shiryu... Shiryu!

-Essa voz.... Shu-Shura, é você?!; lembrou-se.

-Shiryu eu lhe confiei Atena, eu lhe dei a Espada da Justiça... seja digno dela! Onde há Justiça na sua mais fecunda expressão não há espaço para o caos da discórdia.

No impulso de Feuer para cravar no peito de Shiryu a espada o cavaleiro de Dragão reagiu, com as mãos espaldas segurou as faces negras eu pareciam ardentes como fogo.

-Como? Ainda não cansou, consegue apanhar mais?! – debochou Feuer com um sorriso ao ver o esforço de Shiryu para segurar a lâmina e desviar o golpe.

-Feuer eu lutarei sempre, não importa quantas vezes sejam necessárias, não importa quem seja meu inimigo... – os olhos de Shiryu se acenderam com chamas verdes e douradas; -Eu sou aquele que trás nos braços a Espada da Justiça! – disse Shiryu seu rosto ensangüentado trazia um olhar penetrante, às suas costas levantava-se um Dragão rumo aos céus, seu braço direito brilhava apontando as estrelas.

-Minha espada foi forjada por homens para enfrentar a injustiça e a morte, ela não pode ser usada para destruir, mas apenas para reconstruir e salvar! – explicou Shiryu sereno.

-MORRA DE UMA VEZ... “KAOS”! – gritou Feuer com temor em seus olhos!

-EXCALIBUR!!! – a mão dourada de Shiryu deslizou firme pelo céu.


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 21:48, editado 1 vez(es)
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Capítulo V – Asas de Fogo

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sab 14 Fev 2009, 21:00

Capítulo V – Asas de Fogo



Santuário – Grécia


O manto estrelado da noite cintilava sob o comando de uma generosa lua prateada, que emprestava seu brilho suave ao mármore das construções do santuário. As constelações do céu mostravam-se, queriam alertar seus cavaleiros do perigo que ameaçava a Terra. Como uma águia firme e serena, Marin sentada sobre uma coluna quebrada mirava o céu imponente.

-Marin, os outros cavaleiros de bronze e os discípulos já retornaram da ronda nas vilas que cercam o santuário e estão retornando para seus postos. Shina, os cavaleiros de prata e os soldados estão guardando as entradas e pontos estratégicos do Santuário! O que faremos agora?

-Só nos resta esperar Kiki, temos pouco tempo até o amanhecer. Seiya, não demore... nós precisamos de vocês... – pensou Marin olhando paro o céu.


Cordilheira do Cáucaso – Rússia


O braço de Shiryu desenhava no céu escuro um traço de luz dourada, quando seus dedos apontaram para o chão o Guardião caiu aos seus pés em silêncio, a armadura partida em duas partes, a mão que empunhava a espada separada do corpo.

-N-não é possível, como você foi capaz de me vencer, eu trazia a espada de uma deusa!

-Eu luto apenas pela Justiça, por Atena! Ainda que meu corpo e espírito estejam no seu limite eu não me dou ao luxo de perder, não enquanto houver um inimigo que ouse ameaçar Saori e a vida na Terra.

A espada da Discórdia envolvida em uma suave luz verde, transformou-se em uma cobra, rastejou para fora da mão amputada e se dissolveu instantaneamente no ar. Shiryu, enfraquecido e tonto, caiu, teve tempo apenas de ver ao longe três vultos.

-“Chimera´s Shout”! – novamente uma espiral de fogo saia das mãos de Belerofonte em direção ao Cavaleiro de Pégaso que só teve tempo de segurar Saori e desviar das chamas.

-“Pegasus Ryusei-ken”!!! – Seiya desferiu centenas de socos contra o Herói.

-Hahaha!!! Ou você decide lutar contra mim, ou você protege Atena... Então Pégaso, o que você fará? Se me entregar Atena e ajoelhar-se perante Zeus eu permitirei que você viva!

-Cale a boca! Eu jamais deixarei de proteger Atena, saia do meu caminho ou terei de derrotar você. – Sentenciou Seiya.

-Tolo insolente!!! – Belerofonte levou a mão desferiu e buscou a lança, porém a original permaneceu em seu lugar, em suas mãos como um raio brilhava uma lança de luz; -"Holy Spears”!!!

O Herói mirou em Seiya porem com um olhar de desafio lançou o golpe sobre Atena, irradiando um brilho que inundava a noite a lança percorreu veloz o caminho até Saori. Seiya sem escolha teve apenas tempo de jogar-se no percurso para receber o golpe em cheio nas costas.

-Seiya!!! – Gritou Saori.

Uma sombra correu pelo chão, asas enormes se abriam contra a luz da lua. Penas flamejantes quebraram a lança de energia.

-Mas o que?! – Gritou Belerofonte sem acreditar.

-Eu odeio covardes!

Do alto de uma rocha Ikki olhava com desprezo para o Belerofonte.

-Ikki!!! – Gritou Seiya.

-Seiya falta pouco até a base do Monte, vocês precisam salvar os Cavaleiros de Ouro! – Ikki pula elevando seu Cosmo e desafia o Herói desferindo um soco em sua direção: -Rápido Seiya! “HOUYOKU TENSHO”!

A rajada de fogo cruzou o céu em direção à Belerofonte que conteve as chamas em suas mãos, segurando o punho direito de Ikki sem muita dificuldade. Escoltando Saori, Seiya atravessou o campo de batalha em direção ao monte Elbrus.

-Maldito. – Belerofonte tenta vira-se para a direção Seiya e Saori, porém com a mão esquerda em chamas Ikki segurava seu ombro.

-Eu já não lhe disse que eu odeio covardes... por isso eu o derrotarei aqui! Não permitirei que ameace meus amigos e fique ileso! “HOUYOKU TENSHO”!!!

As mãos de Ikki eram fogo, desvencilhando-se do guerreiro de Zeus cruzou as mãos no ar e golpeou o inimigo com uma rajada de fogo.

Belerofonte gira no ar levado pelas chamas, porém girando o corpo no sentido contrário reverte o sentido das chamas e as lança em direção a Ikki; -Muito lento! “Chimera´s Shout”.

Ikki é projetado conseguindo, contudo, manter o equilíbrio do corpo.

-Você e mais quantos irão me enfrentar?... – Zombou Belerofonte enquanto Fênix esforçava para manter-se firme na corrente de fogo.

-BELEROFONTE! – Gritou Ikki; -Eu vivi no inferno, essas chamas são brisas frescas para mim...
Ikki saltou com os braços cruzados sobre o rosto os punhos fechados concentrando um cosmo vermelho sangue. A medida que seus braços se abriam os dedos deslizavam da palma sendo abertos com uma chuva de fogo.

-“PHOENIX RED RAIN”!!!

-“CHIMERA´S SHOUT”!!!

Em vão Belerofonte ergueu seus braços como uma chuva vermelha o fogo descia e coloria a paisagem de vermelho, o Herói cai sob o peso do golpe.

Ikki desce desferindo um golpe sobre o guerreiro que se levantava, porém, mais uma vez seu punho encontra a mão de Belerofonte que girando o cavaleiro no ar o projeta longe.

Ao ver Ikki deitado o Herói, com as mãos contornadas por um brilho azul, corre em direção ao cavaleiro mirando em sua cabeça. Seus passos batiam pesados contra o chão rochoso provocando um som seco, quando a luz azul se misturava com o vermelho dos pequenos focos de chamas que restaram do golpe do Fênix uma música suave começa a tocar.

O brilho cada vez mais intenso do golpe de Belerofonte vai se apagando, ele perde o controle sobre o seu corpo caindo desajeitadamente sobre o chão apertando a cabeça com as mãos, gritando de dor.

-Atena não está sozinha nesta batalha, os Generais do Mar também enfrentarão Zeus. – Disse Sorento de Sirene afastando dos lábios sua flauta.


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 21:49, editado 1 vez(es)
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Capítulo VI – O Sacrifício da Deusa

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sab 14 Fev 2009, 21:04

Capítulo VI – O Sacrifício da Deusa



Cordilheira do Cáucaso – Rússia


Belerofonte apóia-se no chão e levanta com certa dificuldade, mirando a silueta de Sorento diz em tom de desafio:

-O que faz um lacaio de Poseidon tão distante do seu senhor? Por acaso o deus dos mares também se levantará contra Zeus?!

-Não se faça de desentendido... – retrucou Sorento com serenidade, enquanto saltava colocando-se entre o Herói e Fênix.

Belerofonte riu.

-Sob seu comando as décima terceira e décima quarta legiões de Ares passaram por um dos portais que já estava com o selo enfraquecido, ousaram invadir o Santuário Submarino principal, Atlantes.

-Não foi fácil seguir os rastros de vocês até o segundo Santuário Submarino... um foi destruído pelos cavaleiros de Atena, os outros dois eram uma incógnita. Mas depois que o aventuroso Poseidon interferiu nos desígnios dos deuses e tentou ajudar os cavaleiros de bronze nos Campos Elíseos, fechamos o cerco contra vocês. Não haverá misericórdia!

-Você só não contava que existiam outros Generais que protegiam o Tridente que tentaram roubar! Cada Santuário possui seus próprios guardas e Marinas. Depois desta investida do Olimpo, Poseidon despertou definitivamente no corpo do senhor Solo. A ordem é para que destruamos tudo que vier de Zeus, você não passará impune! Zeus tentou impedir o despertar de Poseidone subjugá-lo, nós não o perdoaremos! – disse Sorento com firmeza.

-Quem disse que Zeus precisa da aquiescência ou perdão de vocês?! Mas, realmente subestimei os lacaios de Poseidon enviando apenas duas legiões para o Santuário Atlante, vocês pelo visto deram trabalho aos dois Centuriões designados... ainda assim, confio na vitória do meu Senhor! Hoje vou ensiná-los a se curvarem diante de um autêntico rei, o rei dos deuses!!!

Sorento com o olhar fixo no Herói levou a flauta à boca, porém Ikki colocou-se a frente do General Marina.

-Sorento, essa luta é minha!

-Hahaha!!! Podem vir os dois ao mesmo tempo! Eu não sou um mero cavaleiro ou marina, sou um Herói! Um escolhido de Zeus!!! -“HOLY SPEARS”!!!

Levando a mão às costas mais uma vez nas mãos de Belerofonte surgiu uma lança de energia que brilhava intensamente, lançada ela se dividiu em dezenas de outras que devastavam tudo ao redor. Ao acertarem seus alvos as lanças provocavam pequenas explosões que somadas fizeram o chão tremer e se abrir.

Com a violência do golpe Fênix e Sorento quase não conseguiram se esquivar, mas cada um pulou para uma
elevação diferente a salvo do golpe.

-Estou me cansando de brincar, vim com uma incumbência e devo cumpri-la! – Retrucou o guerreiro de Zeus.

-Seremos rápidos. Fênix temos um mesmo objetivo, um mesmo inimigo! Vamos atacá-lo com toda nossa força! Eu também defendo o meu deus!

-Sim... – concordou Ikki; -Lutaremos juntos!

-“DEAD END SYMPHONY”!!!

-“HOUYOKU TENSHO”!!!

O som suave percorreu o sistema nervoso de Belerofonte privando-o do uso do seu cosmos, em seguida um turbilhão de fogo brilhou clareando a noite. O inimigo é engolido pelo fogo e desaparece entre a fuligem.

O Herói estava caído com os braços estirados e a cabeça pendia de olhos fechados sobre a lança apagada, contudo o brilho suave retorna à arma dourada e Belerofonte abre os olhos girando enquanto se levantava leva a mão a lança: - “DIVINE THUNDER WHISPERER”!!! – desta vez a verdadeira é lançada entre Ikki e Sorento, ela corta o ar veloz e dela, violentamente, raios são disparados em todas as direções com um ruído ensurdecedor,
quando mais a frente a lança finalmente repousa no chão e seus últimos raios brilham queimando a vida ao redor Ikki e Sorento caem.

Belerofonte se ergue e caminha lentamente até a lança, a retira do chão e segue ao encontro de Seiya e Saori
que enfrentavam os ventos fortes e o frio que se intensificavam com a aproximação do monte Elbrus.

-Saori, não tenho um bom pressentimento quanto a esta missão eu...

-Seiya! Cale-se! Não me peça para desviar meus passos.

-S-Saori...

-Nada no momento é mais importante do que salvar a Terra e impedir que Zeus prossiga com seus planos, farei o que for necessário! Tenho certeza que você concorda comigo e dará também o melhor de si!

-Sim... Saori – respondeu Seiya com lágrimas nos olhos.

-Afinal – Atena concluiu com um sorriso; nós lutamos pela esperança, todos somos guerreiros da esperança!

Seiya sorriu em retribuição.

A noite seguia escura e sombria, neste ponto nuvens densas cobriam a lua e as estrelas. Seiya e Saori seguiram firmes até que a escuridão foi vencida por uma suave luz branca que desenhava uma corrente semi-material que circundava o monte.

-O selo de Zeus! – exclamou Atena.

-Selo de Zeus? – Seiya assustou-se ao ver a magnitude do poder de Zeus que parecia ter “embrulhado” a gigantesca montanha com uma corrente de luz.

- O que é aquilo?! – assombrado o cavaleiro de Pégaso apertou o olho e correu em direção monte ao tempo de ver pequenas luzes vermelhas que brilhavam fracas, eram doze no total, delas escorriam algo pegajoso e vermelho.

-Não pode ser... aquilo.... OS CAVALEIROS DE OURO!!! – Seiya corre em direção à luz, contudo a poucos passos do monte uma explosão o empurra, uma parede de energia, verdadeiro campo de força o impedia de chegar a diante. Projetado para trás, Seiya cai sentado com os olhos cheios de lágrimas, a sua frente os corpos dos doze cavaleiros de ouro estavam talhados na rocha parcialmente encobertos pela neve e a corrente de luz os prendiam ao monte. Onde a corrente passava o corpo não era de rocha, mas de carne. Quando a luz que percorria os elos passavam a corrente brilhava incandescente emanando um brilho vermelho, era possível ver um ferimento e queimaduras, o sangue escorria sem cessar até a base.

Seiya levanta-se novamente, enxuga as lágrimas que lavavam seu rosto e aperta os olhos em direção ao monte.

-Eu não posso, não consigo assistir a esta cena! Talvez se conseguir elevar meu cosmo como nunca, e fazer com que ele chegue o mais próximo dos deuses, eu... Nem que custe a minha vida, quebrarei essa corrente maldita!!! – Gritou Seiya desenhando no ar as estrelas da constelação de Pégaso.

Saori assistia a cena imóvel.

-Pégaso! Faça um milagre!!! - Antes que Seiya apontasse a mão para golpear a corrente de Zeus, uma intensa e doce cosmo-energia o impediu. Atena apontava o báculo em sua direção.

-S-Saori!!! – Exclamou o Cavaleiro de Pégaso sem acreditar.

Por uma fração de segundos Atena parou, fechou os olhos e seguiu firme. Seiya fez menção de impedir-lhe, temendo que a deusa se ferisse com o campo de força, mas ao perceber que ela atravessou sem problemas não teve forças para se mover.

-Zeus! – Atena evocou com voz firme, relâmpagos fizeram o céu trovejar como se a desafiassem.

-Um deus só deve olhar os humanos de cima para baixo a fim de ajudá-los a se reerguerem. Um deus deve amar e proteger aqueles que apesar do erro rogam todos os dias por paz e esperança. Um deus deve ser o mensageiro eterno da esperança. A Terra me foi confiada, e eu a confio aos homens e mulheres que nela habitam, eu sei que um dia o amor vencerá o ódio e a fraternidade irá imperar sobre o orgulho e o egoísmo. Mas enquanto este dia não chegar eu lutarei. Eu sou Atena, eu protegerei a Terra!

Distante menos de um palmo do enorme paredão de gelo e pedra, Atena, cujo cosmo banhava a base do Monte com inigualável brilho, podia sentir com mais intensidade dos cosmos dos Cavaleiros de Ouro. Percebeu que a energia que corria pela corrente passava por um a um e neste momento ela os via acorrentados com os corpos nus recebendo o todo o peso do seu mais poderoso ataque.

-Meus cavaleiros me perdoem, não queria que vocês sofressem tanto!

A deusa segura o báculo com firmeza, uma suave luz dourada é irradiada e todo o monte é coberto com um manto de luz. Os demais Cavaleiros de Bronze têm suas forças restauradas e sentem o cosmo de Atena que lhes chegam como uma despedida. Seiya grita.

Shiryu, Hyoga e Shun alcançam Ikki e o General Marina, os cinco correm para o Elbrus que agora brilhava como
o sol.

Tudo era luz ao redor de Atena.

-Cavaleiros de Ouro, façam a luz da esperança vencer a escuridão! – Saori repousa a mão esquerda sobre o monte, o sangue que escorria pela corrente começa cair sobre a mão da deusa. A corrente que envolvia os Cavaleiros de Ouro, seguindo o fluxo da pequena correnteza de sangue, prende-lhe punho começando a cingir, seus olhos não demonstram a dor que sentia, algumas gotas de sangue dos cavaleiros se unem ao sangue da deusa e caem lentamente maculando a neve branca.

-Zeus! Com meu sangue eu quebro seu selo!!! – Atena fechou os olhos cravando seu báculo na rocha sobre as
correntes que se partiram num clarão. A luz itensa se apagou. Um a um os espíritos dos Cavaleiros de Ouro vão se desprendendo da parede de pedra eles caem, mas antes de tocar o chão convertem-se em pequenas estrelas e sobem, retornando ao firmamento, sumindo na noite que já começava a se despedir.

Imediatamente do céu um relâmpago cai sobre Atena, novamente um clarão toma conta do céu, desta vez mais forte a ponto de cegar Seiya e os demais que já se aproximavam, quando recuperam a vista, Saori havia desaparecido.

Apenas o báculo sujo de sangue permanecia fincado no monte, Seiya corre ao seu encontro com os olhos perdidos em lágrima gritou em desespero:

-ATENA!!!! SAORI!!!!!

A lança de Belerofonte interrompe o silêncio seguindo veloz ao encontro do cavaleiro de bronze.


>>>>> Fim da primeira Saga.


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 21:50, editado 1 vez(es)
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Capítulo VII – Aurora Dourada... defendam o Santuário

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Dom 15 Fev 2009, 10:50

Sagrado: Saga do Santuário

Capítulo VII – Aurora Dourada... defendam o Santuário!!!



Cordilheira do Cáucaso – Rússia


-ATENA!!!! SAORI!!!!!

A lança de Belerofonte interrompe o silêncio seguindo veloz ao encontro do cavaleiro de bronze. Mas Seiya vira-se mais rápido e desfere seus meteoros que se chocam com o golpe do Herói.

-Cavaleiro afaste-se minha missão é entregar Niké ao todo poderoso Zeus, não pouparei ninguém! Estou farto desta brincadeira. – Disse Belerofonte caminhando ao encontro de Seiya.

Em silêncio Seiya começou a traçar as estrelas da constelação de Pégaso no ar.

-Hum... Então lutará?!

-Belerofonte, não ouse dar mais um passo, eu protegerei o báculo de Atena com a minha vida!

-“PEGASUS RYUSEI-KEN”!!!

Centenas de estrelas saíram do punho de Seiya ao encontro do Herói, ele sofre o impacto do golpe, mas prossegue com passos firmes.

Quando Sorento e os demais cavaleiros de bronze se aproximaram Ikki adiantou-se.

-Seiya... Deixe-o comigo!

-Ikki! Eu já disse que protegeria Nikké com a minha vida, você já me ajudou uma vez, eu precisava guiar Atena, agora não há porque interromper minha luta... se eu falhar, lute com todas as suas forças.

-Hahaha... Belas palavras, porém inúteis, matarei um a um se preciso!

-“Divine Spear”! – O assombroso golpe parecia consumir toda vida ao redor de onde a lança avançava, ela estava mirada no peito do cavaleiro e Pégaso, um estrondo em meio a uma explosão de luz.

-SEIYA!!! – Gritam os irmãos de bronze, preocupados.

A medida que o clarão diminuía era possível ver a lança que flutuava a um palmo do peito do cavaleiro, entre eles reluzia o báculo da deusa guerreira.

-Atena... Saori! Mais uma vez você a nos proteger... – Seiya estava visivelmente emocionado.

-Saori, eu irei salvá-la! – Pégaso segura o báculo afastando-o com a mão firme, a luz que emanava do báculo o contorna e começa a brilhar em todos os demais.

-Belerofonte aguarde seu deus... No inferno! –“PEGASUS SUISEI-KEN”!!! – O azul imerso na intensa luz branca que emanava do báculo, convertidos em cometa os meteoros brilhavam uma bola de luz atingindo em cheio o Herói que cai afundado na neve.

A frente Seiya pousava com o báculo em mãos.

-O que faremos agora? – perguntou Hyoga.

-Vamos voltar para o Santuário, precisamos ajudar Marin os outros...

-Não temos tempo a perder – exclamou Sorento, interrompendo a fala de Shiryu. -Eu vim a mando de Poseidon não apenas para lutar ao lado de Atena, mas para guiá-los ao Templo Submarino de Atlantes, tão logo a Senhorita Saori fizesse o Holocausto.

-Holocausto?! – perguntaram os Cavaleiros intrigados.

-Sim, Atena sabia que apenas o sangue de um deus é capaz de quebrar o selo de Zeus. Os Cavaleiros de Ouro presos no Monte Elbrus eram uma isca para a deusa!

-Não pode ser... – Seiya sem acreditar.

-Pégaso, não é hora para lamentação... A deusa da vitória os guiou essa noite! Do Templo Supremo o senhor Poseidon irá guiá-los para a batalha final. Vocês estão prontos para o sacrifício?!

Os olhares de todos os cinco cavaleiros de bronze se cruzaram, atrás deles, entre as montanhas da cordilheira o manto negro da noite dava lugar a um clarão dourado que rasgava o horizonte e trazia consigo a fúria dos deuses.


Grécia – Santuário de Atena.


A luz dourada do sol vencia as montanhas e começava a correr pelo chão, iluminando o muro de pedras cinza que delimitava o Santuário, em cima dele, Marin fitava o horizonte como se esperasse um milagre. Era possível enxergar o portão principal e boa parte do caminho que após a arena, onde ela viu seu pupilo ganhar a Armadura de Pégaso, levava às doze Casas. Ao sul a grande torre do relógio de fogo projetava sua sombra e acima era possível ver as escadarias que levavam à sala do Mestre e ao Templo de Atena. Tudo estava conforme havia planejado, em todos os pontos estratégicos toda a força do Santuário entre cavaleiros, soldados e discípulos estavam de prontidão esperando o inimigo. Porém, ela sabia que não seria o bastante.

De repente um tremor começa a perturbar a silenciosa paisagem matinal, das montanhas ao norte vinha uma imensa nuvem negra que afundava a recém chegada manhã em trevas. Um raio ruidoso atravessa o céu e cai sobre a cadeia de montanhas que cercam o Santuário, a luz forte cega a Amazona por alguns segundos. Outro cai sobre uma plantação no vilarejo próximo e inicia um incêndio que começa a se alastrar, mais raios, agora com mais freqüência, cortam os céus em uma verdadeira “chuva de luz”, até que um deles acerta em cheio o a entrada principal, os cinco soldados que a guardavam caem mortos sob as pesadas colunas de Mármore que cedem.

Alguns metros a frente colunas de raios surgem unindo-se a quase três metros de altura, do portão de luz dezenas de soldados com armaduras que lembravam as dos antigos romanos invadem o solo sagrado. Os dois que estavam a frente cravam em cima das colunas que cederam dois estandartes o da direita trazia um raio dourado cercado por uma coroa de louro, o da esquerda duas espadas de fogo cruzadas.

-Quem são vocês? – perguntaram os soldados do Santuário que se aproximaram do portão às pressas.

Os invasores não responderam, simplesmente desembainharam sabres que foram tomados por chamas assim que tocaram o ar.

Um a um os soldados de Atena caíram, o destacamento avançou sem problemas até a arena.

-Essa chacina termina aqui – disse um cavaleiro que saltou por detrás das ruínas.

-É melhor que se rendam de uma vez, daqui vocês não passarão! – afirmou um dos outros quatro que o acompanhavam.

-Hum... então vocês serão os primeiros cavaleiros a nos enfrentar... pois bem! Somos das Legiões de Ares o Deus da Guerra, viemos destruir o santuário. – disse o guerreiro que estava mais a frente.

-Sou Jabu, Cavaleiro de Bronze da Constelação de Unicórnio! – disse o primeiro.

-Eu sou Ban, de Leão Menor; -Sou Ichi, Cavaleiro de Hidra; -Sou Geki de Urso; -E eu sou Nachi, de Lobo;

-SOMOS CAVALEIROS DE ATENA!

O exército de Ares avança contra os cinco cavaleiros encurralando-os.

-“Lionet Bomber”!!! – o ataque de Ban projeta os legionários dispersando-os. Os cavaleiros de bronze separam-se enfrentando, cada um, parte da legião numa batalha corpo-a-corpo.

Geki com sua força bruta derruba cada um dos legionários que aparecem em seu caminho, Ichi e Nachi, lado a lado, agilmente desviam-se dos golpes e com o “Mellow Poison” e o “Dead Howling” vencem inúmeros inimigos, Jabú com seu “Unicorn Gallop” deixa uma parte dos seguidores de Ares atordoados. Porém, os inimigos pareciam não acabar, a luta seguia ininterrupta.

Contudo de repente os legionários contiveram seus ataques.

-Então resolveram se render... – gabou-se Ichi.

O riso crescia entre os legionários que abriam espaço para um homem alto, de cabelos negros e curtos, seus olhos eram igualmente negros e frios. Trazia nas mãos um elmo e sob uma capa vermelha uma armadura negra que cobria praticamente todo o corpo.

-Chega!!! As ordens são para que tomemos o Santuário o mais rápido possível, matem logo esses vermes!

-Sim senhor – entoaram os legionários em coro, fazendo em seguida um respeitoso silêncio perante seu superior.

-Como ousa nos chamar de vermes!!! “Unicorn Gallop”!!!

-Como ousa verme, desferir um golpe contra mim! Polemos, Centurião do deus Ares, comandante da Oitava Legião!!! Sou o Espírito Menor da Guerra– disse o Centurião furioso contendo o golpe de Jabú.

-Prepare-se para uma morte dolorosa! – esboçando um sorriso o Centurião apontou a mão em direção aos cinco cavaleiros e a contorceu elevando-a, ao mesmo tempo os cinco flutuavam se contorcendo de dor.

-“Capital Punishment”!!! – das pontas dos dedos do Centurião cinco finos chicotes de fogo correram em direção aos Cavaleiros de Bronze, mas antes que fossem acertados os cavaleiros desceram suavemente, e o golpe voltou com a mesma violência para o Centurião que desviou por pouco, porém cinco legionários não tiveram a mesma sorte.

-O quê?! Quem está aí? – Polemos perguntou assombrado.

Próximo era possível ouvir passos que se lentamente chegavam à cena da batalha, uma silueta contornada por um suave tom dourado se mostrava no meio da escuridão.

-A primeira Casa seguindo esse caminho de pedras e as escadas que o sucedem é a de Áries, por isso é meu dever impedir seu avanço! Eu sou Mú, Cavaleiro de Ouro da Constelação de Áries!


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Qui 05 Mar 2009, 13:45, editado 1 vez(es)
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Capítulo VIII – Força serena... o brilho do carneiro dourado

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Seg 16 Fev 2009, 22:06

Capítulo VIII – Força serena... o brilho do carneiro dourado



A aparição do cavaleiro dourado, silencioso e imponente fez com que todos se calassem. A manhã convertida em trevas avançava, o ar leve e aprazível dava lugar a um desagradável cheiro de fumaça, as plantações de oliveira próximas ao santuário e algumas casas do vilarejo imediatamente abaixo já haviam sido transformadas em pontos incandescentes no horizonte.

Um vento forte cortou o cenário que se desenhava quebrando o silêncio imposto. Mú ergueu a mão direita, sobre ela repousou uma pequenina folha das oliveiras que ficavam acima da arena, ainda continha diminuta gota de orvalho. O cavaleiro desviou o olhar, até então fixado no centurião, e olhou as colunas de fumaça que subiam à sua esquerda. Em um milésimo de segundo ele se recordou do seu mestre, e o quanto Shion amava estas paisagens. Ele se recordou dos Cavaleiros de Bronze escoltando Atena nas escadarias para as Doze Casas, e da esperança que havia ressurgido em seu coração quando ele viu a luta dos jovens de bronze.

Mais uma vez o olhar melancólico, porém sereno e firme, repousou sobre o centurião, que não esboçava nenhuma emoção. Mú levou a mão direita a altura dos olhos de Polemos. Um suave dourado brilhou entre seus dedos. A folhinha subiu alguns centímetros e se desfez no ar. Ainda com o braço suspenso, o cavaleiro dourado sentenciou:

-Cavaleiros de Bronze, vão! Dirijam-se até a vila! Não permitam que o fogo se alastre e que nem uma só vida inocente se perca. Essa covardia termina aqui.

-Hahaha!!!! – zombou Polemos. –E quem passará pelos meus legionários?

Mú fechou os olhos. A mão que se encontrava na altura da cabeça do centurião foi erguida em direção ao céu que já estava encoberto por densas nuvens. Ele a abriu totalmente, neste exato instante, pequenos pontos dourados tomaram conta da imensidão negra, como se centenas de estrelas desrespeitassem a ordem natural e invadissem o dia. Abriu os olhos e fixando-os novamente em Polemos como se quisesse respondê-lo:

-“STARDUST REVOLUTION”!!!

O Cavaleiro de Áries fechou a mão lentamente, a medida que seus dedos encontravam a palma, as “estrelas”desprendiam-se do céu e uma a uma, cada vez mais rápido, desciam ao encontro dos legionários que caiam abrindo espaço para os cavaleiros de bronze.

-Maldito!!! Eu mesmo irei detê-los – berrou Polemos; -Mas o quê?!

-Eu já disse que serei seu oponente, e só irei libertá-lo da Crystal Net quando os cavaleiros saírem da arena!

-E quem você pensa que é para determinar meus passos!? – Polemos, com um sorriso sínico nos lábios, ergue o braço direito sem dificuldades, desferindo em seguida um golpe contra a rede de cosmo produzida por Mú, o cosmo do Centurião impregnou a técnica dourada anulando-a.

Face a face, o Centurião e o Cavaleiro pareciam esperar a menor distração do oponente para desferir um golpe. Os cinco cavaleiros de bronze chamaram por Mú em vão, até que passando pelos corpos dos legionários correm em direção ao portão a fim de alcançarem o vilarejo o mais rápido possível.

No exato instante em que um novo relâmpago corta o firmamento contornando de azul as nuvens negras, o Centurião salta girando com os braços abertos, demonstrando uma agilidade incomum para homens de grande porte:

-“BLITZKRIEG”!!! – uma forte rajada de vento transforma o corpo de Polemos em um furacão, enquanto ondas de vento se desprendem do centro e, como explosões, se dirigem até Mú.

O Cavaleiro de Áries abre os braços: -“Crystal Wall”!!! – a violência do golpe provoca rachaduras na parede, porém sua defesa é absoluta.

Polemos desce girando cada vez mais devagar, até tocar o solo e parar atrás do Cavaleiro de Ouro, próximo aos degraus.

-Então essa foi a técnica que deteve meus chicotes de fogo... A pena máxima para aqueles que desafiam os deuses!

-Sua força bruta não é páreo para mim. – Mú manteve-se de costas para o oponente e falava calmamente.

-Veremos! Patéticos cavaleiros, já não era sem tempo a destruição deste Santuário! – Permitindo que se desenhasse no rosto fino um sorriso de desdém o guerreiro de Ares levanta o pé direito e golpeia o cavaleiro com violência nas costas.

Mú é projetado para frente, no entanto, quando atinge uma das colunas que compunham a paisagem local seu corpo se quebra como vidro em milhares de pequenos fragmentos e se desfaz no ar.

Imediatamente, acima de Polemos, que mantinha os olhos arregalados, sem acreditar no que havia acontecido, uma luz dourada o comprime contra o chão. Mú estava parado com as mãos espaldas:

-Não me tenha por um simples cavaleiro, a presença profana de vocês me manterá vivo para limpar cada centímetro deste Santuário! Eu vivo por Atena e pela Terra que meu mestre me ensinou a amar!

-Hahaha!!!! – uma gargalhada baixa e inquietante corria pela arena, aumentado e diminuindo como se carregada pelo vento; -Tocante soldadinho de ouro, tocante... este sentimentalismo os relega, escória de Atena, ao último posto dentre os subordinados dos deuses!!! Hahahaha!!!!

Sentado displicentemente nas escadarias um ser andrógeno magro de rosto pálido e cabelos brancos, compridos e cheios. Seus olhos eram vermelhos e do seu sorriso era possível ver os caninos desenvolvidos, trajava uma túnica púrpura.

- Polemos, sua luta está no mínimo chata e você não tem chances. Sua força bruta de fato não é suficiente para combater este homem, ele possui excelentes golpes telecinéticos e psíquicos... só você, sua toupeira, não viu quando ele desviou dos seus golpes broncos e lerdos!!! – disse o estranho descendo as escadas enquanto Polemos levantava.

-P-Phobos!... – retrucou Polemos; -Eu não pedi sua ajuda!

-Quem disse que eu quero ajudá-lo?! Quero é matar este aí... hehehe... – afirmou lambendo os lábios, sua túnica desprendeu-se mostrando uma armadura cor de sangue.

Mú permaneceu sereno, assistindo a cena entre os Centuriões:

-Decidam logo quem terei de matar primeiro... não tenho tempo a perder.

-Eu gosto de desafios... – sorriu Phobos; -Mas será que você está realmente pronto... para mim?! Sou Phobos, Centurião líder da Segunda Legião do deus Ares, o Medo... – disse o Centurião inclinado o corpo para frente e desaparecendo no ar.

-Hahaha... – O riso exagerado ecoava e parecia vir de todas as direções. –Não sabe onde atacar Cavaleiro?! Dá-me seu melhor golpe!!!

-De que você tem medo?! –Saiba que sou um dos maiores seguidores do meu mestre, é uma honra ser morto por mim.

-Você fala demais! – Mú deixou apenas um ligeiro riso escapar, mantinha-se sereno. A sua frente Phobos se materializava novamente, Polemos espreitava atrás.

-“Deep Darkness”! – Gritou Phobos unindo os indicadores e polegares das mãos espalmadas.

Tudo começou a girar muito rápido, um clima de agonia se espalhava enquanto o cenário se desintegrava e era sugado por um minúsculo ponto negro.

A força aumentava e com ruídos cada vez mais altos tudo desaparecia, os corpos dos legionários mortos, as colunas, e pedras do piso, tudo era dissolvido e sugado. Os cabelos e a capa de Mú esvoaçavam violentamente, porém seus pés se mantinham firmes.

-A escuridão é um poder absoluto alimentado pelo medo de todos os patéticos mortais que lamentam o fim trágico deste mundo... – Gabou-se Phobos, completando... -E como tudo quanto existe você será tragado pelo nada e desaparecerá como um brilhinho dourado que se apaga.

-Phobos! – Disse Mú, sua voz inconfundível apesar da tormenta. –Você disse ter visto minha luta contra Polemos. Deve ter reparado nas estrelas nascidas do meu Cosmo.

-Não há treva que resista ao convite da luz... de Áries!

-Hahaha... tolo!!! Terá que elevar muito seu cosmo para vencer a escuridão que vive do medo.

-Centurião! Não é preciso elevar aquilo que segue sempre um mesmo fluxo perene... a fé no amigos, na humanidade!

Um arco dourado, o exato desenho da mão de Mú contornando a escuridão, com um traço da sua cintura até o alto de sua cabeça.

-STARLIGHT EXTINCTION!!!

Do ponto onde estava o Cavaleiro uma explosão estelar cria uma força incandescente donde emanava luz o bastante para que o centro do golpe do inimigo fosse consumido, absorvendo a treva e restabelecendo a ordem do lugar.

Furioso Phobos se lança ao encontro de Mú suas unhas crescem em garras afiadas cortando o ar, dividido em feixes negros.

Polemos corre com o punho em riste sob seus passos levantam-se pequenas labaredas.

Próximo de Mú Phobos ergue as mãos em cujas palmas surgiam pequenos pontos escuros. –Desta vez vou garantir que você não escape! Vou buscar a sombra dentro de você!!!

-“Deep Darkness”!

Quando as garras encontraram o cintilante peito dourado cravaram-se, a força descomunal de Phobos ergue o Cavaleiro, e a potência do golpe que antes transformava em treva a arena iniciava a consumir a armadura.

-Ahhhh!!!! – O dourado cedia lugar ao profundo negro, a expressão no rosto de Phobos era de assombro, suas mãos estavam cravadas na armadura de Polemos. -Maldito!!!

Polemos se contorcia sem forças para balbuciar qualquer palavra, a fúria de Phobos foi tamanha que seu golpe dilacerou o corpo do companheiro em dois, fazendo-o desaparecer consumido na escuridão.

-Sua falta de piedade não é grandeza, você não é próximo de deus algum... você é um demônio! – Disse Mú que havia se teleportado para o centro da Arena.

Phobos mantinha seus olhos fixos e como um louco caminhava de lado, deixou o corpo cair, convertendo-o em pó antes de tocar o chão.

Os relâmpagos clareavam os legionários que às centenas miravam o espetáculo da luta.

-Matem!!! Matem!!! Esse desgraçado! – A voz ecoava no vento.

Uma ordem que não precisava ter sido dada, aos gritos o chão tremia sob o impacto dos homens que corriam em direção ao Cavaleiro de Ouro!

Mú com os olhos atentos, desviou do primeiro agrupamento saltando por cima de suas cabeças.

-Desistam milhares de vocês não serão o bastante! – A voz do Cavaleiro ecoava na mente dos legionários.

Percebeu que suas palavras retiniam sem sentido naqueles ouvidos, os olhos deles estavam sem vida. Não eram mais que máquinas de guerra.

Os soldados viraram rápido e avançaram.

Um movimento com a capa, e foram projetados para longe.

Os outros porém o haviam cercado. Apesar de em maioria esmagadora, o coração de cavaleiro hesitou perante a covardia, por um instante lamentou-lhes o destino.

As mãos buscaram novamente as estrelas no manto celeste, e a chuva dourada foi a sentença final.

-STARDUST REVOLUTION!

Quando o ambiente asserenou Mú viu a sua frente o Centurião, o pé direito sobre o peito de um dos seus subordinados que mendigava os últimos segundos de vida.

-Eu o subestimei cavaleiro!!! Ao que parece seu poder transcende o poder dos mortais... mas igualmente não nos subestime, os Centuriões desde a era mitológica são fieis ao deus Ares, fomos abençoados pelo nosso senhor e hoje somos qual semi-deuses - Phobos parecendo estar em transe tinha os olhos totalmente negros, gravou as unhas no queixo do legionário arrancando-lhe a cabeça, largando-a displicentemente.

-Eles foram o sacrifício necessário, precisava de um pouco de sangue... – Sorriu.

Phobos ajoelhou-se e com as mãos espalmadas no chão começou a falar em uma língua desconhecida, os corpos mortos foram sendo tragados pelo chão.

Levantou novamente a cabeça, desta vez, olhava diretamente nos olhos de Mú: -Sua sina, mortal – sua voz estava mudada, grossa e penetrante; foi traçada no momento que nos cruzamos, você brinca na fronteira da morte!

-“NECROMANCY”!!!

O Cavaleiro de Áries cai de joelhos, seus olhos transpareciam o profundo vazio que oprimia seu peito. A sua frente surgia, como que brotando do solo onde foram plantados os mortos, seu mestre... Shion, trajando a armadura de Áries que brilhava em um tom vermelho sangue.
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Re: [Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

Mensagem por Rodrigo de Andrômeda em Ter 17 Fev 2009, 04:14



I'm speechless... I'm sorry !!!



Última edição por Rodrigo de Andrômeda em Qui 05 Mar 2009, 14:16, editado 1 vez(es)
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Capítulo IX – Aqueles que nascem sob a estrela de Áries

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Qui 05 Mar 2009, 13:40

Capítulo IX – Aqueles que nascem sob a estrela de Áries


Jamiel – Himalaia. (Quinze anos atrás).

-O vigilante carneiro dourado mirando as estrelas! Você continua meditando Mú?! Qual resposta ainda lhe foge ao coração? – perguntou Shion materializando-se ao lado do discípulo que estava sentado sobre uma pedra em frente à torre de Jamiel.

-Sim senhor mestre, ainda busco respostas nas estrelas... Tenho uma estranha sensação, quando olho para esse vazio no céu os astros parecem que estão sussurrando, há quinze dias oro na expectativa de que algo grandioso aconteça.

-Mú lembra-se, somos feitos de “pó de estrelas”... Quando o recebi ainda novo para treiná-lo esta foi a primeira lição que eu lhe dei... Somente os átomos de hidrogênio e hélio foram formados no “Big Bang”. Todos os outros átomos se formaram no interior de estrelas gigantescas, que queimaram rapidamente transformando, por fusão nuclear, elementos leves em elementos mais pesados, e depois explodiram, "semeando" as nebulosas próximas com estes elementos. Semeando a nossa existência. Nós nascemos dessas explosões de energia, guiadas pelas mãos amorosas de Deus.

Shion sentou-se ao lado de Mú, e repousou sobre a terra o elmo dourado que identificava o Grande Mestre, na palma de sua mão direita um pequeno ponto começou a atrair átomos de todas as direções que se reuniram formando diminuta estrela que, trêmula, iluminava o encontro do mestre com o discípulo como uma chama ao vento.

-Mú os presságios dos deuses não são bons... Mas para nossa alegria Atena reencarnou neste mundo – disse com os olhos marejados; -E junto dela estrelas cadentes voltaram à Terra para honrá-la e protegê-la... Já fazem duzentos e quarenta e três anos!

-Mestre o senhor... – O cavaleiro hesitou.

-Sim, eu vim despedir-me meu filho... Meu caro amigo! Minha missão acaba aqui, meu corpo, agora um vazo vazio, estava fraco serviu à Deusa da Justiça e esperava apenas seu regresso. Mas antes, ensinarei uma última técnica, o poder das estrelas repousa naqueles nascidos sob o signo de Áries – disse o espírito de Shion fazendo explodir a pequena estrela em sua mão.



Santuário – Grécia (Tempo atual).


-Aaaaaaaaaahhhhhh... – Mú ajoelhado aspira o ar pela boca com certa dificuldade, era como se recobrasse a consciência de um profundo transe, seus olhos emocionados com a imagem viva da lembrança de seu mestre.

-Este seu golpe é assombroso, não é?! Incrível a capacidade que ele tem de trazer à tona, junto do morto conjurado, as lembranças mais caras da vítima, minando toda a vida... Hehehe... nem mesmo você terá chances!

Phobos, ainda ajoelhado, mantinha a boca aberta de onde uma grande quantidade de material que lembrava uma espessa fumaça branca ia em direção ao cavaleiro conjurado pela sua técnica.

Um vento frio varria as escadarias da arena naquele dia, os cabelos de Shion eram levados para frente fazendo com que luz e sombra oscilassem na sua face, a armadura que ele trajava, não fossem as extremidades e os chifres mais afiados como garras, seria idêntica à de Mú, porém era vermelha qual sangue o que naquele momento imprimia ao antigo Mestre um ar sombrio.

Shion caminhava lentamente em direção ao seu discípulo, interrompendo seus passos a poucos metros do Cavaleiro de Atena. Phobos ficou de pé, parecia cansado, mas ria de satisfação, ele também se aproximava de
Mú logo atrás de Shion.

-Então Cavaleiro, novamente em desvantagem... nenhuma chance de se safar! Hahaha... A sua frente seu próprio mestre, pronto para obedecer a um comando meu acabar com a sua vida – Disse o Centurião da Segunda Legião.

-Seu próprio mestre, meu brinquedo... – riu debochadamente.

Mú se manteve em silêncio, seu rosto transparecia uma calma sobre-humana.

O mestre de Áries mirava o Cavaleiro quando abriu os braços em cruz.

-“Starlight...”

“Sim é a sua voz.” – Os olhos de Mú não podiam acreditar, contra seu mestre ele não poderia jamais desferir um golpe.

-Mate-o! – Berrou o Centurião.

Para Mú o tempo parecia ter parado quando o cosmo vermelho brilhou e feixes luminosos começaram a se aglomerar entre ele e Shion.

Talvez fosse a sina do cordeiro ser imolado.


Jamiel, durante o treinamento – Época incerta.


-Você almeja tornar-se o Cavaleiro de Áries?!

-Sim! Eu irei defender o senhor e a justiça com toda a minha vida eu lhe devo isto!

-Tolo, você não merece este título!

Das mãos de Shion um jato de luz projetou o jovem que caiu do alto do pequeno monte onde se encontravam.

-Se quiser sagrar-se Cavaleiro nunca esqueça minhas lições, nunca... mas esqueça-se de mim, nós somos sim uma família – este é o laço que envolve mestre e discípulo, mas só existimos e vivemos por uma razão... Fora disto nada somos.

-Eu entendo mestre. – disse Mú que levitava com o corpo firme surgindo à frente de Shion.

-Eu me tornarei Áries para ser seu irmão vivendo por Atena, para proteger o planeta que a minha deusa protege! Só por ela elevarei meu cosmo...

Shion apenas sorriu da juventude e sua espontaneidade. Da torre, na sala das ferramentas a urna dourada brilhava Áries havia escolhido seu novo senhor.



Arena do Santuário – Grécia


O ponto vermelho onde os feixes de luz se aglomeravam começava a sugar tudo em assustadora velocidade.

-“Extinction”!!!

A luz cresceu e implodiu a energia incandescente que tudo consome.

Flashes de luz sobrepujaram as trevas, Mú havia desaparecido

-Eu sou invencível!!! Hahaha!!!

-Esse não é meu Mestre, essa não é a sua luz! Na verdade esse golpe foi uma cópia tosca, não é a luz de Áries apenas a sua treva... O mesmo “Deep Darkness”, eu já disse que não há treva que resista ao convite da minha luz!

Mú aparecia atrás do Centurião envolvido em um brilho diáfano.

-O que?! E-ele se deslocou no espaço em uma fração de segundos, ele escapou do meu mais terrível golpe, que ataca a consciência e absorve a vida do inimigo!!! A energia dele não é agressiva, é pacífica... absoluta! – concluiu Seth assombrado.

-Mú...

O cavaleiro virou-se levando a mão direita envolvida em energia, porém deteve-se. Shion o chamava.

-Renda-se, é uma ordem do seu Mestre, e minhas ordens são inquestionáveis! Sacrifique sua vida pela glória dos deuses.

Os olhares dos guerreiros de Áries se cruzaram.

-Phobos... Eu já lhe disse, você conjurou um vazo vazio... ESTE NÃO É O MEU MESTRE! Estes não são seus olhos, esta não é sua força... eu o mostrarei o poder que herdei dele! Isto é apenas uma cópia mal feita e imprestável!

Novos legionários corriam em direção ao Cavaleiro. As garras de Phobos surgiram mais uma vez enquanto Shion espalmava as mãos para desferir o derradeiro golpe.

-Não haverá como escapar Mú!!! Morra!!! Phobos e Shion atacaram.

-“DEEP DARKNESS”!!!

-“STARLIGHT EXTINCTION”!!!


Os golpes dos dois, acumulados em apavorante energia crescia devastando tudo em direção ao centro onde estava Mú, que apenas olhava Shion.

Meu mestre – pensou olhando a figura a sua frente com os olhos mergulhados em lágrima; obrigado.

-Phobos... Existe uma força insuperável que foi semeada na Terra com o pó das estrelas, essa força chama-se Cosmo, e eu lhe digo que nem o exercito mais poderoso do seu deus é capaz de superar a força que vem do infinito!

-Eu sou herdeiro das estrelas... O poder dos deuses aspira na Terra a força da vida - disse Mú desenhando no ar um triângulo dourado com a ponta para baixo; -a vontade humana, materializada no cosmo, atinge o infinito – desta vez, desenhou um triangulo com a ponta para cima, formando uma enorme estrela de seis pontas.

-Eu vou lhes mostrar que a vontade dos homens supera o poder de qualquer deus!!!
Milhares de pontos dourados saiam de todos os lados e convergiam para a estrela de seis pontas que a ia crescendo em luz, toda a vida parecia se mover para estupenda cosmo energia do guerreiro dourado. O corpo de Mú brilhava intensamente, seus cabelos dançavam furiosos ao vento e quando os olhos fechados se abriram eram luz!

-“ARIES SHINING LIGHT”!!!

Uma bola silenciosa de magnífica claridade cresceu. Dela um halo de imaculada luz branca percorreu todo o santuário, como o salto silencioso e preciso de um carneiro de luz, engolindo a energia dos golpes lançados e fazendo os corpos dos legionários, Centurião e o conjurado de Shion desaparecerem.

O silêncio se manteve, pequenos flocos de luz como neve desciam suavemente enfeitando a arena onde apenas o carneiro dourado se encontrava de pé, fitando o infinito.

Proximidades do Santuário.

-Sexta Legião... Parar! – Centenas de legionários obedeceram às ordens de quem parecia ser o líder, um homem alto que mantinha o corpo escondido sob uma capa.

-Armas... – No dia envolvido em escuridão, centenas de flechas incandescentes brilharam, como se o céu numa noite resolvesse visitar a terra com todas suas estrelas, no paredão de pedra que separava o Santuário dos vilarejos inúmeras sombras eram projetadas.

-Apontar... – Sob o novo comando as flechas miraram a casas próximas.

-Fogo!!! – Bastou-lhes ouvir a voz firme e centenas de flechas de fogo incendiaram o céu, os traços de luz cresceram e ganharam formas de aves de fogo, até atingir o ápice quando desceram envolvidas por terrível energia que parecia ampliar seu poder.

No entanto, acerca de dez metros do chão o fogo começou a se apagar e as flechas, agora congeladas quebravam antes mesmo de beijar o chão.

O tempo quente cedia ao frio, todos começaram a tremer, uma friagem implacável parecia encurralá-los.

A frente de todos aqueles homens vinha andando um cavaleiro, o elmo repousado na mão direita, ele envolvido em uma frieza intimidadora.



Agradeço ao Rodrigo de Andrômeda, estes últimos dois capítulos são para você caro amigo!


Última edição por Jaum de Escorpiaum em Qui 05 Mar 2009, 14:33, editado 2 vez(es)
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Re: [Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

Mensagem por Rodrigo de Andrômeda em Qui 05 Mar 2009, 14:13



Esse capítulo me emocionou, sem brincadeira Sad Sad Sad Sad Sad ... Fiquei super feliz ao ver que você introduziu algumas "falas" que dissemos ontém de madrugada no msn, você é o cara amigo !!!

Devido a nossa amizade ( sei que tu sabe o quanto eu te considero meu brother ) fica até meio "dããã" eu ficar dizendo sempre, que seria um sonho ver tuas palavras transformadas em anime. A medida em que eu lia, eu podia ver o Mu com todo o seu porte ariano e glamour que lhe é peculiar, fazendo cada movimento com suavidade e determinação... Enfim, valeu por me proporcionar esse agrado, pois sei que você reescreveu esse capitulo por minha causa e isso muito me agradou. Seja bem vindo a casa de áries novamente cavaleiro de escorpião !!!!


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Capítulo X – O senhor do gelo

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Sex 06 Mar 2009, 00:26

Capítulo X – O senhor do gelo



Sibéria – (Há dez anos)


-Hyoga...

-M-mestre Camus... – A criança levantou e se virou, enxugava afoita, com as mãos roxas e ensangüentadas, as lágrimas que lavavam seu rosto, às suas costas como uma estatua, de olhar severo e penetrante, o mestre o fitava.

-O que você faz aqui?! Por acaso já terminou as tarefas as quais lhe confiei?

-N-não senhor. – Disse envergonhado olhando para o chão.

-Não foi aqui que... – Observou a mancha negra sob a camada de gelo que cobria o mar.

-Sim, mestre. Aqui naufragou o navio onde eu estava com minha mãe, foi neste local que ela deu a sua vida para me salvar. – O sangue do menino tingia a neve.

-Hyoga por acaso você esqueceu o que o trouxe aqui?!

-Não... – Disse o garoto com firmeza; -Eu estou aqui para me tornar um cavaleiro e tirar a minha mãe do fundo do oceano! – Novamente as lágrimas caíram abundantes.

-Então continue tentando quebrar o gelo com as mãos e mergulhe! Morra como um fraco.
A criança parecia ter em si toda a pureza do mundo, simplesmente não compreendia o porquê do tratamento ríspido. Por acaso seu Mestre nunca teve mãe ou pai? Nunca havia amado outro ser humano?

-Você está aqui para tornar-se um cavaleiro e proteger a Terra com todas as suas forças. Você está aqui para conquistar o direito de vestir a sagrada armadura de Cisne.

-A Sagrada Armadura de Cisne?! – Hyoga exugava as lágrimas com o antebraço, equanto Camus, austero, fitava o céu que já escurecia. Seus olhos miravam a constelação de Cisne, ao fundo um suave brilho emanava da geleira que guardava a armadura sagrada.

-Todos os povos do mundo celebram o Cisne, cuja brancura, vivacidade e graça se constituem numa verdadeira epifania da luz.

-Epifan...

-Epifania. – Camus sorriu pela primeira vez, ele trazia um belo sorriso; -Significa dizer que o Cisne traz em suas asas a compreensão do bem, um mistério sagrado. Ao Cisne foi confiado pelos próprios deuses o Ovo do mundo, o cavaleiro desta constelação luta para que haja vida. Só poderá vestir a armadura sagrada aquele que estiver disposto a servir a todos, e é daí que nascerá sua força suprema. Você perceberá meu caro Hyoga que a sua mãe permanece viva em todas as mães do mundo e por isso é seu dever sagrado protegê-las.

Um instante de silêncio.

-Nunca perca a pureza que habita em seu olhar, mas abra suas asas para além deste local de morte e voe ao encontro da vida que seu cosmo pode promover. Você me entendeu Hyoga?

-Sim senhor. As lágrimas não mais brotavam daqueles grandes olhos azuis, ele também sorriu

-Agora cumpra seu dever e ajude os aldeões, depois iremos começar com seus treinos. Venha! – Camus ergueu-se esticando sua mão direita para o aluno.

Hyoga, porém, antes de dar a mão ao seu mestre, olhou para trás mais uma vez:

- “Do cvidanja”*.

(*Do russo: eu a verei novamente).



Santuário – Grécia (Tempo atual).


A Legião silenciou subjugada pelo olhar profundo e frio daquele que sozinho convertera chamas em gelo. Sob os pés de Camus a grama que ainda trazia o orvalho da manhã congelou.

Deixando transparecer o seu desagrado o homem que estava a frente do exército abaixou o capuz, revelando um rosto simétrico e largo, seus cabelos negros e curtos eram amparados por uma coroa de louros vermelhos como rubi.

Ergueu a mão direita espalmada acima da cabeça, revelando sob a túnica cinza o braço de sua armadura, igualmente vermelho com contornos dourados.

Não precisou dizer nada, aproximadamente trinta homens, que estavam mais a frente na formação, avançaram ao encontro do cavaleiro, corriam e a medida que se aproximavam sacaram armas: sabres, espadas curtas e bastões, que, como as do primeiro destacamento que invadiu o Santuário, ao menor contato com o ar foram envolvidas em chamas.

Camus manteve-se imóvel, dos seus punhos cerrados pequenos cristais de gelo desciam para o chão, formando pequenos montes de neve, enquanto, a partir dos dedos até os cotovelos, seu antebraço era coberto por camada finíssima de gelo.

O primeiro legionário se aproxima. Levando o braço esquerdo até a altura dos olhos Camus detém a lâmina incandescente da espada, que se congela e quebra ao tocar seu braço envolvido pela camada de gelo.

Com a mão direita, o Cavaleiro de Aquário, segura o braço que mantinha o inútil punho da espada quebrada e congela o corpo do soldado lançando-o contra os outros três que vinham em seguida.

Espalmando a mão na testa de outro que trazia um bastão, congelou-o totalmente. Um a um os legionários do destacamento caiam como esculturas de gelo ao menor movimento do Cavaleiro de Ouro que possuía golpes precisos, parecia estudar cada passo dos inimigos.

Vindo da vila mais a frente, cinco sombras se puseram em formação entre Camus e os legionários, eram os cavaleiros de Bronze.

-Senhor já evacuamos a vila, todos estão a salvo. – Disse Nachi.

-Deixe-os conosco! – Emendou Ban. Ichi, Jabú e Geki envergavam postura de combate.

-Acabem com esses fracos disse o Centurião retirando de vez a túnica. Eu me incumbirei de matar Cavaleiro de Ouro!

O Centurião saltou, desaparecendo no firmamento, nova onde de flechas brilhantes cortaram ao céu, desta vez mirando os cavaleiros de bronze.

-“Glacial Cloud”! - Como uma fina neblina minúsculos cristais de gelos formaram uma barreira brilhante ao redor dos cavaleiros, instantaneamente, ao cruzá-la as flechas se apagavam e caiam pesadas.

Atravessando a nuvem os cavaleiros de bronze saltaram sobre os inimigos atacando-os, a desvantagem numérica era clara, porém os guerreiros de Atena lutavam sem maiores dificuldades.

Camus virou-se agilmente desferindo um soco com uma rajada de ar frio dentro da escuridão.

-Hahaha... Este ar refrescante me apraz em tão dia tão abafado! – A voz parecia vir de todos os lados.

-Pois “este ar refrescante” será a última coisa que você sentirá antes de morrer.

-Esta confiança cega e irracional será arrancada de sua face Cavaleiro, nem que seja a última coisa que eu faça!

-Nós das Centúrias somos companheiros de guerra do nosso senhor, eu sou o Centurião Líder da Sexta Legião, Makhai, eu sou a personificação das batalhas! E tenho pressa, não quero estender esta luta mais do que o necessário... É preciso preparar a mesa para o banquete de sangue do meu senhor!

Camus abaixou-se, milhares de pássaros pareciam cruzar os céus descendo próximo ao cavaleiro.

-Hahaha!!! – Makhai, de braços abertos, mirava os céus; -VOAI!!! Pássaros de Ares, espalhem o sangue deste homem no santuário!!!

-“ORNITHES AREIOI”!* (*do grego - pássaros de Ares)

Um barulho ensurdecedor e Camus foi cercado por dezenas de abutres que lhe fincavam as garras na pele, voando em seguida. Ao redor o sangue do Cavaleiros respingava.

-O ataque dos pássaros da guerra é absoluto e não há escapatória, meus abutres já sentem o cheiro do sangue daquela gente escondida aqui próximo, estão ávidos!!!

De fato Camus só via traços vermelhos a sua frente, possivelmente o brilho dos olhos daquelas aves que o cercavam. O calor emanado das penas era acompanhado de um cheiro pútrido, esse cheiro penetrava em suas narinas atordoando-lhe os sentidos.

As palavras do Centurião pareciam distantes, mas eram repetidas em sua mente como mantras... cheiro... sangue... gente escondida...

Tudo esvaecia aos olhos de Camus.


Sibéria (Acerca de quatro anos)


-Hyoga já lhe ensinei que todas as coisas são feitas de átomos...

-Sim Mestre. As pedras, as flores, e até mesmo meu corpo! – Respondeu o pupilo com ansiedade.

-Isto mesmo Hyoga. Toda a matéria do universo é composta por átomos, que realizam os processos atômicos em constante movimento e trocas de energia, por isso...

Camus levantou o braço direito, abrindo sua mão na altura dos olhos de Hyoga, na palma uma flor.

-É preciso que você perceba o movimento da vida ao seu redor, e retire a energia para fazer com que tudo cesse e se congele...

A flor se contorcia suavemente, pequenos cristais de gelos surgiram e em segundos ela estava completamente congelada, quebrou-se.


Proximidades do Santuário – Grécia (Tempo atual)


-Hyoga... você me ensinou muitas lições preciosas nestes encontros e desencontros de nossos passos. Eu nunca lhe disse, mas você também é para mim como minha família. E eu não sei quando foi que fiquei tão sentimental... – Surpreso consigo, Camus sorriu após lembrar-se do seu discípulo.

-Já está tonto cavaleiro?! Hum, achei q fossem mais resistentes!... – A voz de Makhai chamava Aquário para a cruel realidade da guerra.

-Sua luta é conosco, n-não machucará nenhum inocente!

-E há culpados em uma guerra? Somos todos, inocentes vítimas! Hahaha... – O centurião se aproximava com passos medidos, sua armadura parecia uma escultura, como se penas houvessem sido esculpidas numa enorme peça de rubi.

-Como eu imaginava, o cheiro é apenas disfarce o agente do veneno está nas garras destas criaturas. E o cosmo deste centurião é apenas agressivo, nada mais! Mas ainda sim há uma ameaça vindo de outro ponto. – Concluiu Camus.

As aves começam a se agitar sobre o corpo do cavaleiro e mudam a rota do voou. O sangue que descia do braço de Camus ao gotejar das pontas dos dedos caia como pequenos cristais vermelhos, o gelo seguia os finos desenhos rubros e os tingia de branco, o sangue congelado desintegrava-se limpando sua pele. As feridas igualmente congelaram estancando o sangue.

Com um gancho uma rajada de vento frio subiu dispersando os pássaros que voaram alto, porém desceram ferozes em direção ao dourado.

-“Diamond Dust”!

As aves como esculturas caíram sem vida, convertendo-se em minúsculos fragmentos.

A rajada de vento congelou o braço esquerdo do centurião que, imediatamente, contorcendo-o livrou-se do gelo. Makhai cruzou os braços fechando-os sobre o peito e, em seguida, os abriu velozmente para trás. Suas mãos se converteram em duas grandes foices que irradiavam uma luz vermelha.

-Eu disse que seria rápido... – Apenas um sorriso largo e olhos perdidos sem vida.

-É isso! – Exclamou o cavaleiro.

O centurião corria na direção de Camus, mas de quatro pontos distintos se aproximavam passos velozes entre eles agressividade e uma ameaça.

Continua>>>>
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Capítulo XI – Aquele que tudo congela

Mensagem por Jaum de Escorpiaum em Ter 10 Mar 2009, 23:14

Capítulo XI – Aquele que tudo congela


[justify]

Jabu levantou-se, após receber uma seqüência de golpes, colocando-se ao lado de Nachi, quem o havia ajudado, lutavam lado a lado.

-“Unicorn Gallop”!

-“Dead Howling”!

Dezenas de legionários sucumbiram, porém outros avançaram em direção aos dois.

-“Mellow Poison”! – Ichi com socos e joelhadas cravava as garras venenosas nos inimigos a sua frente.

-“Lionet Bomber”! – Com uma explosão os inimigos ao redor do Leão Menor eram projetados para longe.

Geki, por sua vez, entre pesados golpes segurava os inimigos pelo pescoço, quebrando um por um: -“Hanging Bear”!

Quando o último legionário caiu, os cinco se voltaram para a luta do Camus. Não repararam que durante os combates haviam se afastado tanto do cavaleiro, àquela distância a escuridão era completa apenas entre os clarões esparsos dos relâmpagos a silueta do dourado se mostrava. Imediatamente correram na direção da batalha.

Camus, porém, ao perceber a iniciativa dos cavaleiros de bronze esticou o braço esquerdo e, apontando o indicador, fez com que uma imensa parede de gelo surgisse entre eles, com a luz azulada dos relâmpagos puderam ler a inscrição:

ΆΔΥΤΟ (*Do grego: Santuário).

Detendo os passos apressados a poucos centímetros da imensa parede semitransparente, Jabu disse:

-Não há dúvidas, o senhor Camus quer que retornemos ao Santuário, devemos obedecer às suas ordens! – Todos aquiesceram.

Do outro lado da imensa parede gelada enquanto os cinco vultos sumiam na escuridão, as foices, deslizando velozes no ar, deixavam um rastro no breu que tomou conta do dia. Antes de atingirem o Cavaleiro de Aquário, porém, detiveram-se no ar.

-“Kalitso”.

Círculos de gelo quase imperceptíveis jungiam as articulações do centurião, tornozelos, joelhos, cintura, ombros e os pulsos que pararam no ar.

-REVELE-SE! – Gritou Camus desferindo pesado soco contra o peito desguardado do inimigo.

-“Diamond Dust”!

O gelo cobriu toda extensão da armadura que quebrou em um instante. Ao solo o cadáver de um legionário, pelas manchas de hipóstase e rigidez do corpo ele parecia morto há algumas horas. A boca do defunto estava coberta por substância parecida com a da armadura que vestia.

-Então é isto... a sensação de ter sido cercado por este inimigo não era vã, o Centurião está usando corpos de legionários mortos para me confundir... essa técnica... será...

-Hahaha... Você descobriu minha estratégia! Ora, ora! Esta luta será mais interessante do que supunha.
Mais uma vez as vozes de pontos distintos cercavam Camus.


-Sou de fato o guardião de uma técnica declarada proibida por alguns deuses, mas meu Senhor a confiou a mim, Makhai!

-O poder da deusa oculta, Hekáte! – concluiu o cavaleiro assombrado.

Dois pares de olhos cintilavam à direita e à esquerda de Camus. As foices pareciam voar em sua direção.

O cavaleiro desviou-se girando o corpo para fora do alcance das foices, seu braço direito sofreu um arranhão que sujou a capa rasgada, agora presa no braço de um dos oponentes.

O mesmo olhar sem vida era o mais curioso naqueles homens que agora pareciam cópias idênticas um do outro, seus movimentos eram precisos e avançaram juntos em direção a Camus, que correu também ao encontro dos inimigos.

-“Aurora Thunder Attack”!

Como larvas mortas os cadáveres despencavam dos “casulos” congelados.

-Sim, sim... temos grandes aliados nesta Guerra Sagrada, e como senhor das batalhas tenho no sangue o elixir da vida! É verdade que para esta investida eu precisei sacrificar alguns dos meus homens, mas eles não são mais que peças em um tabuleiro! O que nos importa é a glória de Ares!

Um ruído de carne sendo cortada, os relâmpagos, que emprestavam ao céu um tom azul, revelaram a parede de gelo gotejada com sangue em toda sua extensão.

-"Goddess Invitation”!

O verdadeiro inimigo estava a sua frente de suas mãos o sangue escorria abundante, atrás, através da parede de gelo, era possível ver os vultos dos legionários mortos levantando com nova aparência, todos ao se levantarem golpeavam a parede de gelo que começava a ceder.

-Eu quero a cabeça deste homem... MATEM-NO!

A parede se desfez em milhares de estilhaços criando um cenário assustador, os legionários avançaram, no meio deles, Makhai assistia a tudo imóvel.

Desviando-se de três golpes sucessivos, Camus desferiu um soco, entretanto dois inimigos atingiram-lhe nas costas derrubando o cavaleiro. Com uma rasteira o Cavaleiro de Aquário conseguiu derrubar dois que estavam mais próximos, quando um terceiro o impede de se levantar atingindo-lhe em cheio no peito com um pesado chute.

De onde estava o Centurião deixou escapar um leve sorriso quando cinco foices ergueram-se, descendo, em seguida, céleres. Inquietos os legionários se afastaram, os cinco mais próximos de Camus caíram congelados.

Entre os pés firmes de Makhai pequenos cristais de gelo em ascensão, flutuando entre os corpos dos legionários mais cristais de gelos apareciam formando círculos imperceptíveis, uma fria corrente de ar os embalava.

- “Kholodinyi Smerch”! – Com movimentos cada vez mais velozes dezenas de pequenos furacões se formavam, unindo-se, um a um, em um violento turbilhão de gelo. À medida que iam tendo os corpos congelados os legionários eram ferozmente arremessados para longe.

Quando o rastro do golpe foi levado totalmente pelo vento, Camus e Makhai estavam face a face.

-Parece que todas as peças foram tiradas do jogo... – O Centurião quebrou o silêncio.

- Makhai, sabe por que você já perdeu essa luta?!

-Você realmente espera vencer humano?

- “Chaotic Destruction”!

Os punhos do Centurião não traziam as foices como suas réplicas, mas das mãos abertas, unidas pelos punhos, raios vermelhos desenhavam trajetórias disformes queimando tudo ao redor.

Camus tentou proteger-se com os braços cruzados sobre o rosto, mas a sensação que lhe tomava era de que estava sendo queimado vivo de dentro para fora.

Com o olhar fixo Makhai caminhava ligeiro em direção ao cavaleiro que juntava forças para se reerguer.

-Então?! – Esbravejou; -Irá render-se?!

Olhando-o sobre os fios de cabelo que cobriam a face sem o elmo, Camus ergueu-se com as mãos em jarro.

-Hahaha!!! Inútil!!!

- “Chaotic Destruction”!

-“Aurora Execution”!


Os raios vermelhos encontraram o jato de luz azul em uma explosão de luz, o cavaleiro foi engolido pelo poder do inimigo, enquanto o centurião era uma estátua de gelo.

A respiração de Camus estava falha, seu corpo ainda guardava resquícios do veneno do primeiro ataque, mas ainda assim mantinha-se de pé. A sua frente a paisagem estava modificada, parecia-lhe que o local havia sido condenado pelos deuses pois os arbustos e flores davam lugar a um insuportável cheiro de morte e cinzas, destoando apenas da alva escultura de gelo, que ele prometeu deixar ali para sempre como exemplo a todos que ousassem ameaçar a paz do mundo.

Quando, com certa dificuldade, deu um passo em direção ao santuário, deteve-se ao perceber que pequenas rachaduras, as quais emitiam um suave brilho vermelho, apareciam no gelo que cobria o centurião.

-Então achou que esta brisa fosse me deter! TOLO!!! Nada congela minha veste, abençoada pelo poder do meu deus!

-Eu já disse que você já perdeu esta batalha! A não ser que prefira encontrar a morte...

-Hahaha... É você cavaleiro quem está com o corpo em frangalhos! Como espera vencer-me?

-Simples, apenas um covarde usa seus pares como peões em um tabuleiro. Seu poder é do tamanho da sua vaidade.


Sibéria (A cerca de quatro anos)


-Hyoga nunca se esqueça... tudo pode ser congelado!

O jovem aprendiz apenas sorriu.



Proximidades do Santuário – Grécia (Tempo atual).

Vencendo a escuridão as cores de uma aurora boreal brilharam contornando as nuvens, nas mãos, dispostas mais uma vez como jarro, o brilho azul inundava os dedos de Camus.

-Eu luto para proteger aqueles que amo! Meu poder é INFINITO! Makhai, não se esqueça... TUDO PODE SER CONGELADO!

-“Ice Aurea”!

Diferente do golpe anterior, expansivo, neste um fino raio azul acertou em cheio o peito do inimigo atravessando a armadura sem congelá-la.

Um irônico sorriso no rosto do Centurião.

-Chaotic Des... Argh!!! – Antes que pudesse continuar o gelo, que havia se difundido no interior do seu corpo, vazava por sua boca subjugando-lhe. Ele seria estátua eterna no campo de batalha.
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Re: [Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

Mensagem por AresKram em Sex 17 Jul 2009, 23:15

Mto...Mto Mad



Mtooooooooooooooooooo bom cara!!!

poxaaaaaaa...Kurumada não faria melhor geek


seria um prazer enorme ver tudo isso...na continuação de CDZ...Parabens

AresKram
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Re: [Fanfic] ::Sagrado:: Capítulo XI – Aquele que tudo congela, pág: 02

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